Piñera reage à moda de governos enfraquecidos

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • “Sínodo é até o limite. Inclui a todos: Os pobres, os mendigos, os jovens toxicodependentes, todos esses que a sociedade descarta, fazem parte do Sínodo”, diz o Papa Francisco

    LER MAIS
  • Por que a extrema direita elegeu Paulo Freire seu inimigo

    LER MAIS
  • O Papa aos Jesuítas da Eslováquia: “No mundo atual nos assusta sermos livres. Temos medo das encruzilhadas do caminho"

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


05 Outubro 2011

Tratar conflitos sociais como caso de polícia não é novidade nas Américas.

É uma reação costumeira de governos enfraquecidos e acuados por movimentos que ganham força na sociedade. Não é outro o contexto que leva o governo de Sebastián Piñera a tentar endurecer a legislação para punir com prisão as ocupações de prédios públicos.

A reportagem é de Eleonora Lucena e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 05-10-2011.

Há mais de quatro meses estudantes fazem greve e ocupam colégios. Reivindicam o fim do ensino imposto pela ditadura de Augusto Pinochet, que privatizou e desregulou toda a educação, seguindo os ditames dos neoliberais de Chicago.

O modelo, que já dura 30 anos, está esgotado. Cursos caros e de qualidade precária endividaram e frustraram centenas de milhares de famílias -que foram às ruas nos maiores protestos desde a redemocratização.

A questão já extrapolou o debate sobre mensalidades e bolsas. Estudantes e professores querem discutir o lucro que escolas obtêm com dinheiro público, o currículo e também o esquema de municipalização do ensino - implantado na ditadura para reforçar o seu poder político, social e militar.

NACIONALIZAÇÃO

Até o sistema político binominal está em xeque. Assim como a receita do cobre, vital para o país -que os manifestantes querem renacionalizar para gerar verbas para educação.

Com sua popularidade despencando nas pesquisas, Piñera ensaia uma ação estranha à democracia, lembrando mais regimes de exceção. Encurralado, ao mesmo tempo em que diz buscar o diálogo com as lideranças grevistas, faz ameaças.

No emaranhado de interesses de membros do governo, escolas, bancos e fundos de investimento, qualquer mudança do modelo significará perdas para esses setores.

Dentro do poder, há os que acham que o governo não deveria negociar, mas endurecer -linha que deve ter ganho espaço. Escaldados com a derrota dos "pinguins" em 2006, quando secundaristas protestaram e aceitaram promessas que não foram cumpridas, os estudantes já desconfiavam das ofertas oficiais.

Agora, com o projeto repressivo, concebido provavelmente para amedrontar e dividir o movimento, a oposição ganha mais argumentos para ligar Piñera a Pinochet.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Piñera reage à moda de governos enfraquecidos - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV