Rejeitada a agenda de Piñera

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10 Setembro 2011

A líder universitária Camila Vallejo (foto) adiantou que "assim como está, a proposta não será aceita". Aconteceram mobilizações em Santiago e outras cidades, respeitando a dor dos familiares das vítimas da tragédia aérea.

A reportagem é de Christian Palma e publicada pelo Página/12, 09-09-2011. A tradução é do Cepat.

Passadas às 12h30min de ontem, 40 dirigentes da Confedereção dos Estudantes do Chile (Confech) que agrupa as 25 universidades tradicionais chilenas, chegaram até a Universidade de Talca – a 250 Km ao sul de Santiago – para debater e definir a resposta que darão ao governo após oferta pelo La Moneda de um cronograma que inclui três mesas de trabalho, ideia que desde o começo não convenceu os estudantes. "Temos vontade de estar em uma mesa de trabalho, mas até agora não estão dadas as condições, então vamos ver quais são as conclusões das universidades para dar uma resposta", disse Giorgio Jackson, presidente dos estudantes da Universidade Católica.

Segundo os proprios dirigentes em declarações previas, estariam disponíveis em sentar-se à mesa oferecida pelo La Moneda, mas com condições. Não sendo assim, a resposta continuará sendo um "não" à proposta do governo. E com ela, as ocupações e as greves continuarão por mais que o semestre esteja próximo de estar perdido. Os reitores das universidades estão buscando soluções para o conflito que também tem atingido fortemente as finanças das instituições, devido ao fato de que não têm sido pagas as mensalidades e as bolsas, uma vez que o ministério somente as paga aos alunos que entram em sala de aula.

Na quarta-feira, o Colégio dos Professores, outra parte envolvida no conflito, rejeitou o cronograma proposto pelo Ministério da Educação. Isto porque as mesas de trabalho não deram respostas aos donze pontos das reivindicações dos estudantes e do magistério como o fim do lucro na educação, a desmunicipalização das escolas para fiquem sob responsabilidade do Estado e uma reforma constitucional que garanta a qualidade das escolas e universidades.

Em meio às reuniões, Piñera declarou: "Desgraçadamente temos visto nesses dias que alguns se retiram da mesa de diálogo. Eu quero dizer com toda franqueza que esse não é o caminho, que o diálogo tem quer ser feito com boa vontade. Se alguns querem esvaziar, lamentamos, mas nosso governo não irá renunciar a esse compromisso de melhorar a qualidade da educação e continuará dialogando com os que querem dialogar", disse.

Nesse sentido, o secretário geral do governo do partido de direita UDI, Víctor Pérez, disse que "há uma perversa intenção de prolongar o conflito estudantil em setores de esquerda da Concertación e no Partido Comunista, que devem assumir as responsabilidades". E indicou o Comitê Central do PC, "onde o presidente do Colégio dos Professores, Jaime Gajardo, e a presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile, Camila Vallejo, tem certo grau de participação".

Por sua vez, Camila Vallejo adiantou que "assim como está, a proposta não será aceita. Estão nos convidando para lançarmo-nos em uma piscina sem água", disse em relação a última proposta do sábado passado do La Moneda. Junto a isso, Vallejo explicou que se optou por diferentes tipos de protestos devido ao sensível cenário gerado no país pelo acidente aéreo no arquipélago Juan Fernández, onde morreram vinte passageiros.

Em Santiago, aproximadamente mil estudantes foram dispersos por tanques de jatos d’água dos carabineiros. Na manifestação pode-se observar escolares com diferentes insignias. Passado das duas da tarde se informou que houve uma dezena de jovens presos por distúrbios menores. Em outras regiões, as mobilizações foram mais massivas, seguindo o cronograma disposto anterioremente à tragédia em Juan Fernández.

"Continuamos firmes, os estudantes estão de alerta, compreendemos a comoção pelo acidente aéreo", disse o secretario da Federação de Estudantes do Chile (FECH), Cristóbal Lagos. Para o final do dia, os universitários organizaram uma "caminhada silenciosa" para afirmar que o movimento não reduziu, mas respeitando a dor dos que perderam seus entes queridos, razão pela qual caminharam de preto.

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