Acuado por estudantes, Piñera apela à união gay

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10 Agosto 2011

Acuado por uma onda de protestos estudantis que já se estende por dois meses, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, apresentou nesta semana ao Congresso um projeto de lei que permitirá a união civil entre homossexuais no país. A medida agrada a oposição de esquerda, no momento em que o Piñera enfrenta baixíssimos índices de popularidade.

A informação é do jornal Valor, 11-08-2011.

Ao apresentar o projeto na última terça-feira, Piñera afirmou que a iniciativa não altera a definição de casamento. O chamado "acordo de vida em casal" que consta no texto contempla não somente os homossexuais, mas também homens e mulheres que comprovem uma união estável.

O projeto dá a esses casais os mesmos direitos de herança e assistência social dos parceiros formalmente casados. "Todos [os casais] merecem respeito, dignidade e vão ter o apoio do Estado", disse o presidente em um discurso.

Movimentos de defesa dos gays comemoraram a iniciativa, que ganhou opositores dentro da própria base aliada do presidente. Representantes da União Democrata Independente (UDI), de extrema direita, e do mais moderado Renovação Nacional (RN) não compareceram ao ato.

A popularidade de Piñera atingiu neste mês o índice mais baixo para um presidente desde a redemocratização do país, em 1990. Uma pesquisa do Centro de Estudos Públicos divulgada na semana passada mostra que apenas 26% dos chilenos aprovam o seu governo, contra 52% de desaprovação.

Na última terça-feira, dezenas de milhares de estudantes tomaram as ruas de Santiago e de várias outras cidades do país para protestar por reformas no sistema educacional do Chile.

Jovens e professores exigem o fim da municipalização do ensino, que, segundo eles, gera inequidades entre as escolas, dependendo do grau de desenvolvimento do município. Outra demanda é a educação gratuita.

Houve distúrbios nas manifestações de anteontem, com tentativas de saques e carros incendiados. Ao todo, 396 pessoas foram presas e 78 ficaram feridas em confrontos entre jovens e a polícia. O governo disse que não fará uma nova proposta aos estudantes, que já recusaram um plano oficial para reformar o setor. E apresentou um plano alternativo de aulas para aqueles que não querem perder o ano.

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