Arcebispo adverte clero a não participar do Conselho Católico Norte-Americano

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12 Junho 2011

O arcebispo de Detroit, Allen H. Vigneron (foto), advertiu seus padres e diáconos no dia 3 de junho que eles poderiam ser "demitidos do estado clerical" se participassem de uma liturgia eucarística no dia 12 de junho no encerramento de uma convenção internacional do Conselho Católico Norte-Americano - ACC, em Detroit.

A reportagem é de Jerry Filteau, publicada no sítio National Catholic Reporter, 07-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto e revisada pela IHU On-Line.

O ACC, uma coalizão de grupos católicos liberais que buscam mudanças na Igreja, disse que a advertência de Vigneron levou a uma forte alta em números de visitas ao site da organização (www.americancatholiccouncil.org) e também em inscrições para a convenção.

"Há boas razões para acreditar que a concelebração proibida irá ocorrer por parte dos leigos e daqueles que não estão em plena comunhão com a Igreja" na missa do dia 12 de junho, disse Vigneron em sua carta.

Ele não explicou porque achava que os leigos ou clérigos não totalmente em plena comunhão com a Igreja estariam envolvidos na concelebração da missa de encerramento do ACC. O site do ACC não deu essas indicações, e os líderes da convenção disseram que não houve essa intenção.

Em um e-mail ao National Catholic Reporter no dia 7 junho, John Hushon, copresidente do ACC, disse: "Afirmamos categoricamente ao Mons. [Robert] McClory [moderador da cúria arquidiocesana de Detroit] que `haverá apenas um celebrante, um sacerdote ordenado em boa posição`. Não podíamos ter sido mais claros".

Sob a lei da Igreja, um bispo local tem total autoridade sobre todas as celebrações litúrgicas em sua diocese, e Vigneron enfatizou não ter dado nenhuma autorização para a missa de encerramento na convenção do Conselho Católico Norte-Americano.

A coleta do dia 11-12 de junho será repassada ao Cobo Hall de Detroit – um local histórico que lembra simbolicamente o famoso bicentenário norte-americano da conferência Call to Action sobre justiça social em 1976, organizado pelo então cardeal de Detroit, John Dearden.

Essa conferência, reunindo principalmente responsáveis pela ação social das dioceses de todo o país, saiu do controle hierárquico e produziu inúmeras resoluções em aparente conflito com o ensino católico tradicional. Os bispos, posteriormente, adotaram algumas das suas propostas, mas rejeitaram muitas delas. A Call to Action, organização católica progressista independente com sede em Chicago, foi formada mais tarde para promover muitas das propostas e objetivos da conferência.

Entre os oradores presentes na agenda do ACC está a Ir. Joan Chittister, ex-priora das Irmãs Beneditinas de Erie, Pensilvânia e colunista do NCR.

Espera-se também que o teólogo suíço padre Hans Küng, 83 anos, que participou do Concílio Vaticano II com o assessor, e professor da Universidade de Tübingen, na Alemanha, dirija-se ao grupo em um vídeo gravado, caso sua saúde o impeça de aparecer pessoalmente. A crítica da infalibilidade papal por parte de Küng levou, em 1971, a uma ordem do Vaticano que declarava que ele não podia mais ensinar como teólogo católico.

Em um comunicado à imprensa no dia 4 de junho, os organizadores do ACC disseram que a convenção vai reunir "vários milhares de católicos de centro-esquerda comprometidos com os princípios do Concílio Vaticano II".

Um dos objetivos do encontro é o de endossar uma Declaração de Direitos e Responsabilidades dos Católicos, que enfatiza a primazia da consciência e os direitos e as responsabilidades dos leigos católicos, em virtude do seu batismo, a participar do ministério e do governo da Igreja e no trabalho pela justiça social.

Um anúncio arquidiocesano para os boletins paroquiais de Detroit do fim de semana dos dias 11-12 de junho reiterou o alerta de Vigneron contra a participação no encontro ou em sua liturgia do dia 12 de junho. O texto dizia que o arcebispo tem "sérias preocupações com a distorção dos ensinamentos e das questões da Igreja por parte do ACC, e mais notavelmente com a expressa oposição dogrupo aos ensinamentos do Concílio Vaticano II".

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