Cardeal Medina sobre o caso Karadima: "Um jovem de 17 anos sabe o que faz"

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01 Abril 2011

"Acredito que houve um certo exagero na publicidade que se deu a esses fatos. Não digo que sejam ocultados, mas quando eles têm a mesma cobertura que a invasão à Líbia... nossa!", afirmou o cardeal.

A reportagem é de Religión Digital, 01-04-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O cardeal Jorge Medina se referiu à situação do sacerdote Fernando Karadima, acusado de abusos sexuais contra menores, e afirmou que ele não deveria ser levado à prisão, porque o que existe na verdade é um caso de homossexualidade. Em entrevista dada à revista Caras, o religioso se referiu aos demandantes do ex-pároco da igreja de El Bosque.

"Segundo a justiça civil, menor é alguém que não tenha completado os 18 anos. No entanto, e com o devido respeito às leis do meu país, é muito diferente uma criança de oito ou nove anos que uma de 17", afirmou.

Ele acrescentou que é "um ato de homossexualidade. Um jovem de 17 anos sabe o que está fazendo".

Ao ser consultado se imagina o padre Karadima na prisão, ele disse que "não seria o primeiro... Mas não acredito que isso vá acontecer. Os juízes tendem a ser benévolos".

Medina afirmou que "por trás de tudo isso, vejo o Demônio".

"Há pessoas que se aproveitam de qualquer coisa para atacar. Como se a Igreja fosse feita por arcanjos e não por seres humanos que podem se equivocar. Acredito que houve um certo exagero na publicidade que se deu a esses fatos. Não digo que sejam ocultados, mas quando eles têm a mesma cobertura que a invasão à Líbia... nossa! Não estamos em uma posição equânime", manifestou, acrescentando que "o Demônio, onde pode, se mete. Os sacerdotes não estão isentos de suas insídias. Há uma ação de Satanás pela falta de verdade".

Ele defendeu que o caso Karadima produziu um "dano" à Igreja Católica, "mas foi produzido porque há pessoas que têm uma fé pouco madura ou frágil, que se esquecem de que a Igreja está construída sobre pessoas".

O purpurado também saiu em defesa do cardeal e ex-arcebispo de Santiago, Francisco Javier Errázuriz, que foi qualificado como "criminoso" por parte do denunciante James Hamilton.

"O que eu posso dizer é que o cardeal agiu corretamente. Ele foi extremamente prudente porque não chegou à convicção de que se estava frente a fatos objetivamente provados. E há um velho refrão: `Diante da dúvida, abstenha-se`. Ele evitou tomar decisões que pudessem ser injustas", acrescentou.

Ele assegurou que não existem motivos para acusá-lo de algo: "Que haja pessoas, também entre os bispos, mais tendentes à ação imediata, bom, isso corresponde às diversas formas de ser".

 

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