Lágrimas, velas e flores de milhares de indígenas para o Tatic

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26 Janeiro 2011

Milhares de indígenas do estado mexicano de Chiapas acudiram às honras fúnebres em homenagem ao bispo emérito Samuel Ruiz García, que aconteceram pelo segundo dia consecutivo na catedral de San Cristóbal de las Casas. Neste templo se expõe o féretro à espera do sepultamento que se celebrará amanhã, quarta-feira.

A reportagem é da Agência Efe, 25-01-2011. A tradução é do Cepat.

Em uma missa celebrada pelo bispo Felipe Arizmendi Esquivel, participaram sacerdotes e diáconos indígenas ordenados pelo chamado "bispo dos pobres", ao longo de 40 anos em que esteve à frente desta diocese de Chiapas.

Ruiz faleceu na segunda-feira em um hospital da Cidade do México em consequência de complicações de hipertensão arterial sistêmica e da diabetes que sofria há vários anos.

Desde a chegada do corpo do bispo esta madrugada, a catedral de San Cristóbal se encheu de flores, velas, imagens do bispo e mantas com frases de despedida de Ruiz García, que hoje [dia 25] completaria 51 anos de ordenação como bispo nesta mesma igreja.

Mulheres indígenas de todas as idades, com crianças descalças e roupas leves chegaram esta manhã vindas de diversos municípios da selva e se acomodam nos bancos enquanto esperam sua vez na fila para se despedir de seu "Titac" (padre), que se preocupou sempre com eles.

"Sempre nos levou em conta, ele nos visitava, chegava a qualquer lugar da diocese mesmo que tivesse que caminhar muito", disse a Efe Linda, uma indígena chol com adornos de cores no cabelo e na blusa, e que ajuda a sua mãe e avó a cuidar de seus irmãos no átrio convertido em gigantesco refeitório para aqueles que chegam de longe.

Os indígenas de Altos de Chiapas, acostumados ao frio com suas grossas roupas de lã estiveram presentes durante a madrugada e se comprometeram a voltar nesta quarta-feira para participar da magna concentração e missa que será presidida pelo núncio Edgar Peña Parra antes do sepultamento.

Os indígenas que recorrem à igreja se detêm longamente em um espaço especial que foi aberto já atrás do presbitério frente ao Altar Mor onde ficará o corpo do bispo falecido na segunda-feira.

Os sacerdotes consideraram "providencial" o fato de que seu corpo tivesse chegado à Catedral no mesmo dia em que há 51anos chegou a San Cristóbal para começar a sua caminhada junto aos pobres.

O pároco do município de Trinitaria, Antonio Flores, que chegou acompanhado de alguns indígenas Kanjobales guatemaltecos refugiados e já nacionalizados mexicanos do acampamento La Gloria, explicou que "eles também queriam se despedir de quem os defendeu das agressões dos militares daquele país".

Acrescentou que após a morte do bispo fica em todos os pastores da diocese o compromisso de "continuar o caminhar com a entrega, valor e simplicidade de Samuel".

As homenagens continuarão durante o dia 26 com várias celebrações eucarísticas, até ao meio-dia quando será feito o sepultamento.

 

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