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25 Janeiro 2011

A China liderou o investimento estrangeiro direto no Brasil em 2010. O fluxo de capital chinês para atividades produtivas atingiu até US$ 17 bilhões no ano passado, pouco menos de um terço do total de US$ 52,6 bilhões de ingressos para operações de participação no capital, segundo estimativas são da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização (Sobeet). Em dezembro, o investimento estrangeiro direto líquido ficou em US$ 15,3 bilhões, volume inflado pela compra de 40% do capital da Repsol pela chinesa Sinopec, no valor de US$ 7,1 bilhões.

A reportagem é de Sergio Lamucci e publicada pelo jornal Valor, 26-01-2011.

O presidente da Sobeet, Luis Afonso Lima, diz que é difícil ter uma ideia exata de quanto investimento chinês entrou no Brasil, porque as companhias do país asiático enviam muitas vezes os recursos a partir de outros países. Os números do Banco Central (BC) mostram apenas US$ 392 milhões de capital chinês nas operações de participação de capital em todo o ano passado, quando apenas a operação da Sinopec com a Repsol superou em mais de 18 vezes esse valor. A análise dos dados do BC indica que o dinheiro entrou via Luxemburgo, país que oferece generosos benefícios fiscais, aparecendo como o maior investidor em atividades produtivas no Brasil, tanto em dezembro, com US$ 7,3 bilhões, como no ano inteiro, com US$ 8,6 bilhões.

"Os investimentos chineses são fortemente concentrados em setores ligados a commodities", ressalta Lima. Em maio, a Sinochem comprou, por US$ 3 bilhões, 40% do campo de Peregrino, pertencente à petrolífera norueguesa Statoil. No mesmo mês, a State Grid adquiriu por US$ 1,7 bilhão sete companhias de transmissão de energia da Plena, de controle espanhol. Três meses antes, a Wuhan Iron & Steel (Wisco) havia comprado 21,5% do capital da MMX, a mineradora de Eike Batista, por US$ 400 milhões. Por valor idêntico, a Honbridge, do setor de mineração, fechou a aquisição do projeto Salinas da Votorantim Novos Negócios, na Bahia.

Outra operação de vulto anunciada neste ano foi a compra da Itaminas pela chinesa ECE, por US$ 1,2 bilhão. Mas, segundo o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, o pagamento ainda não foi efetuado por conta de disputas com acionistas minoritários.

O professor Antônio Correa de Lacerda, da PUC-SP, estima que as entradas de recursos chineses ficaram em US$ 13 bilhões no ano passado. As operações já fechadas podem superar esse valor, mas nem todo o dinheiro entra de uma vez, afirma ele, que mostra preocupação com a ofensiva do capital chinês no Brasil. Com a aquisição de empresas produtoras de commodities, o país busca mais autonomia no fornecimento de matérias-primas minerais e de alimentos, além de propiciar a abertura de mercado para empresas chinesas de outros setores - a companhia que explora commodities usa equipamentos fabricados por outra empresa chinesa, exemplifica Lacerda.

Tang estima que as compras de empresas no Brasil por companhias chinesas podem ter superado US$ 20 bilhões em 2010, também ressaltando que muitas vezes a entrada de recursos não ocorre simultaneamente ao anúncio da operação.

"Somando a esses mais de US$ 20 bilhões o empréstimo de US$ 10 bilhões feitos à Petrobras [pelo China Development Bank] e os US$ 55 bilhões de comércio bilateral, a parceria com a China é de mais de US$ 85 bilhões", diz Tang. Segundo ele, até 2009, os investimentos chineses acumulados no país não passavam de US$ 400 milhões.

Para Lacerda, os números de inversões em atividades produtivas de 2010 evidenciam que a China se tornou um parceiro muito importante não apenas no comércio como também no investimento. "O mundo e o Brasil estão ficando um pouco reféns da China."

Lima diz que, como os investimentos da China são recentes, se concentram em compras na participação no capital, não havendo números relevantes de empréstimos intercompanhias (realizados entre a matriz e a filial).

Os ingressos para operações de participação no capital ficaram em US$ 52,6 bilhões em 2010, um número diferente do fluxo líquido de US$ 48,4 bilhões, que engloba também os empréstimos intercompanhias, excluindo as operações de repatriamento de capital feitas pelas multinacionais.

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