Papa aborda onda anticristã em discurso sobre política externa

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11 Janeiro 2011

O Papa Bento XVI dedicou nesta segunda-feira seu discurso de política externa à liberdade religiosa, especialmente ao que muitos observadores veem como uma crescente onda global de hostilidade anticristã. Ele denunciou ataques contra cristãos no Iraque, no Egito, na Nigéria, no Paquistão e na China, assim como uma crescente "marginalização" do cristianismo na Europa secular.

A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada no sítio National Catholic Reporter, 10-01-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Embora esta não tenha sido a primeira vez que um Papa elogiou a liberdade religiosa, a defesa de Bento XVI dos cristãos perseguidos foi extraordinariamente centrada – refletindo uma crescente convicção no Vaticano de que a perseguição anticristã em todo o mundo, às vezes referida como "cristianofobia", está tomando proporções epidêmicas.

Não se sabe que diferença a linguagem de Bento XVI fará in loco, mas ela confirma claramente que a liberdade religiosa, e especialmente a defesa dos cristãos sob ataque, tornou-se a prioridade diplomática suprema do Vaticano.

"Os atos de discriminação contra cristãos", queixou-se o Pontífice, muitas vezes "são considerados menos graves e menos dignos de atenção por parte dos governos e da opinião pública".

As declarações foram feitas no discurso anual de Bento XVI ao Corpo Diplomático credenciado junto à Santa Sé, considerado o discurso papal sobre política externa mais importante do ano. A Santa Sé tem atualmente relações diplomáticas com 178 nações e a União Europeia, assim como o estatuto de observador especial nas Nações Unidas.

Nos últimos anos, os papas normalmente usaram o discurso aos diplomatas como uma espécie de panorama da política externa, analisando as principais preocupações mundiais, como justiça econômica, guerra e paz, o meio ambiente e a equidade nas relações diplomáticas. Este ano, porém, Bento XVI centrou-se como um feixe de laser sobre a liberdade religiosa e em particular nos ataques contra os cristãos.

Bento XVI começou citando a situação dos cristãos no Iraque, onde dois terços daquela que já foi a segunda maior população cristã do Médio Oriente desapareceu desde a primeira Guerra do Golfo em 1991, e no Egito.

"É preciso repeti-lo?", perguntou o Papa, retoricamente. "Os cristãos são cidadãos originais e autênticos" no Oriente Médio, disse Bento XVI, citando a mensagem de conclusão do recente Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, que deve "gozar de todos os direitos de liberdade de consciência, liberdade de culto e liberdade de educação, de ensino e de uso da mídia de massa".

Bento XVI acrescentou explicitamente que não é suficiente garantir a liberdade de culto. Os bispos da região costumam dizer que, enquanto os Estados islâmicos geralmente permitem que os cristãos celebrem rituais religiosos, eles não respeitam a liberdade de consciência – por exemplo, o direito de um muçulmano a se converter ao cristianismo sem consequências legais. Além disso, dizem, os cristãos são muitas vezes discriminados em questões de habitação, emprego e vida civil.

Bento XVI também disse que espera que a Igreja seja capaz de estabelecer "estruturas pastorais apropriadas" na Península Arábica para servir às populações cristãs imigrantes.

(No Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, os participantes disseram que metade dos cristãos da região, hoje, não são fiéis árabes tradicionais, mas "trabalhadores convidados", em sua maioria migrantes da Ásia e da África. A Arábia Saudita agora contém a segunda maior comunidade católica do Oriente Médio, o que o Vaticano estima em 1,25 milhão de fiéis, embora o país não permita a expressão pública de qualquer fé não islâmica.)

Enquanto os papas normalmente oferecem amplos princípios morais em seus discursos de política externa ao invés de recomendações legislativas específicas, Bento XVI pediu claramente que a lei antiblasfêmia no Paquistão, que a pequena minoria cristã do país afirma ser utilizada como instrumento de intimidação e perseguição, seja revogada.

Em julho passado, dois irmãos cristãos acusados pela lei de escrever uma carta blasfema contra Maomé, o fundador do Islã, foram mortos a tiros do lado de fora de um tribunal paquistanês. Em 2005, outro cristão acusado de blasfêmia foi espancado até a morte em um hospital da prisão por um guarda que empunhava um martelo.

Em novembro, uma mãe cristã de quatro crianças foi condenada à morte sob a lei, um caso que gerou amplos protestos internacionais. No início de dezembro, um clérigo paquistanês pró-Talibã ofereceu uma recompensa de 5.800 dólares para quem matasse essa mulher na prisão, irritado com as tentativas do governador local para salvar sua vida.

Bento XVI também observou que, em outras partes do mundo, "os sistemas filosóficos e políticos exigem controle rigoroso, se não um monopólio, do Estado sobre a sociedade" – mencionando especificamente a China e Cuba, dois lugares onde a Igreja Católica tem um relacionamento conturbado com o governo oficialmente marxista.

No Ocidente, entretanto, Bento XVI advertiu contra o que ele descreveu como uma tendência crescente de "marginalizar" o cristianismo. Em particular, ele citou um caso que atualmente está na corte de apelação perante o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que exige que a Itália retire os crucifixos de suas salas de aula públicas.

O Papa também insistiu na defesa do "direito à objeção de consciência" por parte dos profissionais de saúde cristãos e profissionais do direito.

Bento XVI conclui afirmando que "o caminho que leva à paz autêntica e duradoura" necessariamente "passa pelo respeito do direito à liberdade religiosa em toda a sua plenitude".

Para os ministros do Exterior em todo o mundo (incluindo, naturalmente, o Departamento de Estado dos EUA), que buscam entender as prioridades diplomáticas da Santa Sé no Ano Novo, o discurso do Papa Bento XVI desta segunda-feira parece fornecer uma clara resposta de uma palavra: "cristianofobia ".

Levar a sério essa preocupação, ao que parece, é o preço de admissão para a colaboração com a Santa Sé em qualquer outro assunto.

 

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