O dom da contemplação. Rowan Williams no Sínodo

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09 Novembro 2012

O discurso do arcebispo anglicano Rowan Williams, na XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização, no dia 10 de outubro, em Roma, iluminou uma perspectiva incomum acerca dessa temática, que Bento XVI investiu de grande atenção, pondo-a no topo do próprio pontificado.

A revista é de Daniela Sala, publicada revista Il Regno, nº. 18, 2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"A evangelização, velha ou nova, deve estar enraizada em uma profunda confiança de que todos nós temos um destino humano específico a mostrar e a compartilhar com o mundo", disse Williams, porque "proclamar o Evangelho equivale a proclamar que, em última análise, é possível ser verdadeiramente humano", e isso corresponde a uma renovação da antropologia cristã trazida pelo Concílio Vaticano II.

E "a humanidade em que crescemos no Espírito, a humanidade que procuramos compartilhar com o mundo como fruto da obra redentora de Cristo é uma humanidade contemplativa". Esse é o dom que nós, cristãos, podemos levar aos nossos "irmãos na humanidade".

A contemplação "está longe de ser simplesmente algo que os cristãos fazem: é a chave da oração, da liturgia, da arte e da ética, a chave da essência da humanidade renovada que é capaz de ver o mundo e outros sujeitos no mundo com liberdade". É "a única resposta definitiva para o mundo irreal e louco que os nossos sistemas financeiros, a nossa cultura publicitária e as nossas emoções caóticas e descontroladas nos encorajam a habitar. Aprender a prática contemplativa significa aprender o que precisamos para viver fielmente, honestamente e amorosamente. Trata-se de um fato profundamente revolucionário".

A conversão para a fé "não significa simplesmente adquirir uma nova bagagem de crenças, mas sim se tornar uma nova pessoa, uma pessoa em comunhão com Deus e com os outros através de Jesus Cristo", e esse processo de transformação tem como elemento intrínseco o exercício da contemplação. Enquanto ele se desenvolve, eu descubro a maneira em que devo olhar para outras pessoas e coisas pelo que elas são em relação a Deus, não a mim. E é aí que, assim como o verdadeiro amor, a autêntica justiça encontra as suas raízes".

Se, portanto, continuou o arcebispo de Canterbury, "a evangelização consiste em mostrar a 'sem véus' ao mundo o rosto humano que reflete o rosto do Filho voltado ao Pai, então ela deve ser acompanhada por um compromisso sério pela promoção de tal oração e de tais práticas".

Dá-se aí o espaço para desenvolver o ecumenismo espiritual como "uma busca comum para promover e para desenvolver disciplinas de contemplação com a esperança de revelar o rosto da nova humanidade. E quanto mais nos distanciarmos uns dos outros como cristãos, mais esse rosto parecerá menos convincente".

"O que as pessoas de todas as idades reconhecem nessas práticas é simplesmente a possibilidade de viver de forma mais humana: viver com um desejo menos pronunciado de possuir, viver com um espaço de quietude, viver na expectativa de aprender e, principalmente, viver com a consciência de que há uma alegria firme e duradoura, que deve ser descoberto naquela disciplina de nos esquecermos de nós mesmos que é bem diferente da gratificação deste ou daquele impulso momentâneo. Se a nossa evangelização não consegue abrir a porta a tudo isso, correrá o risco de tentar apoiar a sua fé sobre o fundamento de um conjunto não transformado de hábitos humanos (...), e o resultado bem conhecido será que a Igreja, infelizmente, parecerá tão ansiosa, agitada, competitiva e dominante quanto muitas outras instituições puramente humanas. Em um sentido muito importante, uma autêntica iniciativa de evangelização sempre será uma nova evangelização de nós mesmos como cristãos, uma redescoberta do motivo pelo qual a nossa fé é diferente, porque transfigura. Em suma, uma restauração da nossa nova humanidade".

"Nas nossas reflexões sobre como fazer para que o Evangelho de Cristo volte a ser mais uma vez irresistivelmente atraente para os homens e para as mulheres do nosso tempo, espero – concluiu o primaz anglicano – que nunca percamos de vista o que o torna atraente para nós, para cada um de nós nos nossos vários ministérios".

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