Piñera sofre uma derrota histórica nas eleições municipais do Chile

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Por: Jonas | 30 Outubro 2012

O Governo de Sebastián Piñera sofreu um baque eleitoral nas eleições municipais ocorridas no último domingo, as primeiras que a direita enfrenta, do Palácio de La Moneda, com a chegada da democracia em 1990. Como era a primeira vez que os chilenos voltavam às urnas, desde que começou a atual Administração em março de 2010, o processo era visto como a grande prova para o presidente e sua coalizão, em vista das eleições parlamentares e presidenciais de 2013. Os resultados, no entanto, refletiram os problemas do partido, que perdeu prefeituras emblemáticas em todo o país.

A reportagem é de Rocío Montes, publicada no jornal El País, 29-10-2012. A tradução é do Cepat.

A oposição tirou da direita a comuna de Santiago, Concepción e Providencia, onde a independente Josefa Errázuriz destronou Cristián Labbé, que liderava o município da capital há 16 anos. Polêmico e ministro porta-voz durante a ditadura, o ex-militar era a única autoridade eleita democraticamente que ainda defendia em público Augusto Pinochet. “É o momento de reconhecer uma derrota. Venceu a intolerância e a falta de respeito. E não irei saudar (a vencedora) por nenhum motivo. Eu não faço nada que não me agrada”, destacou Labbé numa improvisada conferência.

O número de comunas governadas pela Aliança pelo Chile baixou de 144 para 121. A oposição, no entanto, celebrou os números: seu número de prefeituras aumentou de 147 para 168. Um dos fatores que marcaram as eleições municipais é o alto nível de abstenção: na estreia da inscrição automática e do voto voluntário, mais de 55% dos chilenos com direito a votar preferiram ficar em casa. O presidente Piñera, num discurso pronunciado no Palácio de La Moneda, fez uma advertência às coalizões: “As diferentes forças políticas terão que se esforçar para conquistar os resultados que aspiram, porque esta não é a última eleição em nosso país”.

No partido do Governo estão conscientes de que este novo cenário deixa o setor numa má posição para permanecer no poder. A ex-presidente Michelle Bachelet, atual diretora da ONU Mulheres e carta presidencial da Concertación, de Nova York ligou para vários dos candidatos de seu setor que venceram nas eleições. A prefeita eleita por Santiago, Carolina Tohá (PPD), resumiu os resultados com uma frase: “É o triunfo do bachelitismo”.

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