No Brasil, 8,3 milhões de famílias dividem suas moradias

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18 Outubro 2012

Os dados do Censo 2010 divulgados ontem mostram que 8,3 milhões de famílias no País (15,4% do total) dividem moradias, fugindo do modelo de apenas um núcleo familiar. A proporção cresceu nessa década: em 2000, 6,5 milhões de famílias (13,9%) viviam sob o mesmo teto.

O número de famílias que dividem uma moradia é um dos critérios para o cálculo do déficit habitacional e se soma a informações como má qualidade dos domicílios e excesso de pessoas no mesmo quarto. Embora o Censo não indique as razões para as famílias se agruparem, fatores financeiros são decisivos: um quinto (21,8%) das chamadas famílias secundárias (que vivem como "agregadas" de uma família "principal") não têm renda.

A informação é publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 18-10-2012.

Estimativas recentes de déficit habitacional variam de 7,9 milhões a 9,2 milhões de moradias. O Ministério das Cidades informou que trabalha com déficit de 5,5 milhões, com base em informações de 2008, e atualizará o índice com base no Censo 2010.

As regiões com maior proporção de famílias que dividem a mesma casa são as mais pobres: Norte (23,1%) e Nordeste (17,6%). O tipo de família secundária mais comum é formada por mulheres sozinhas com um ou mais filhos. Segundo técnicos, em geral são mães solteiras que nunca deixaram a casa dos pais ou mulheres que voltam à antiga moradia após se separarem.

É o caso de Priscila Castro, de 26 anos, que voltou para a casa dos pais, agora com o filho Guilherme, de 1 ano e 9 meses, após se divorciar. Quando conheceu o ex-marido, há cerca de três anos, no Recife, a paixão foi fulminante. Sete meses depois eles se casaram, no Rio, onde ele mora. Guilherme tinha 2 meses quando a separação, que já havia sido ensaiada, concretizou-se.

"Não era exatamente isso que eu queria", conta Priscila. Agora, pretende retomar a faculdade que abandonou. Para ela, a permanência na casa dos pais é temporária.

O IBGE registrou 4 milhões de famílias "principais" que dividem os domicílios com 4,3 milhões de famílias "secundárias". "Há casos em que as famílias vivem juntas por vontade própria. As famílias que entram no cálculo do déficit habitacional são as que dividem o domicílio porque não têm condições financeiras de viver separadas", diz o técnico Gilson Gonçalves de Matos.

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