Após solicitar asilo ao Equador, Assange perde apoio econômico de intelectuais e famosos

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07 Setembro 2012

A Julian Assange nunca faltou o apoio de simpatizantes famosos. Desde 2010, quando o fundador do WikiLeaks foi reclamado pela Justiça sueca depois de ser denunciado por duas mulheres por violação e abuso sexual, ele recebeu a ajuda de intelectuais, aristocratas e personalidades proeminentes da sociedade britânica, que lhe garantiram cerca de 250 mil euros como fiança para evitar sua prisão durante o processo.

A reporatagem é de Brenda Otero, publicada no jornal El País e reproduzida no Portal Uol, 06-09-2012.

No entanto, desde que o ex-hacker australiano solicitou asilo na Embaixada do Equador em Londres, seus partidários, entre os quais se encontram o diretor de cinema Ken Loach, o editor Felix Dennis ou Jemima Khan, milionária ex-mulher do conhecido jogador de críquete paquistanês Imra Khan e ex-namorada do ator Hugh Grant, se expõem a perder a soma que já haviam entregado como garantia, apesar de já se saber que Assange não havia cumprido as condições definidas para sua liberdade sob fiança.

Mas a história não acaba aqui. Outros de seus patrocinadores, entre os quais se contam dois membros da aristocracia, um ganhador do Prêmio Nobel e um importante acadêmico, se inteiraram na terça-feira (4) em um juizado de Londres de que ainda têm um mês para tentar salvar seu dinheiro. Esse grupo prometeu abonar 176 mil euros à Justiça caso Assange não se entregasse. E isso não aconteceu.

Nesse prazo, esse coletivo de intelectuais deve encontrar argumentos suficientes para convencer o juiz de que tem direito a retirar seu apoio econômico a Assange, já que sua decisão de buscar refúgio na embaixada equatoriana, contrária aos termos da fiança, era "completamente imprevisível" quando eles decidiram ajudá-lo. Foi em dezembro de 2010.

Na próxima audiência que será realizada em Londres, em outubro, o tribunal decidirá se esses patrocinadores devem pagar a quantia acordada apesar de tudo. Entre eles está a acadêmica Tricia David; o biólogo e prêmio Nobel sir John Sulston; o jornalista Philip Knightley; lady Caroline Evans, esposa de um ex-ministro trabalhista; a marquesa, ex-atriz e ativista ecológica Tracy Worcester e o capitão Vaughan Smith, que ofereceu sua mansão em Norfolk como domicílio durante a liberdade sob fiança de Assange.

Jemima Khan, filha do milionário sir James Goldsmith, foi uma das famosas que demonstraram seu apoio com mais veemência ao australiano. No entanto, recentemente se distanciou de sua posição, afastando-se de outros simpatizantes que demonstravam seu apoio incondicional e aceitavam perder o dinheiro.

Khan resiste a se pronunciar de maneira definitiva diante das últimas notícias, mas declarou que considera que as supostas vítimas do ex-hacker também merecem justiça. "Pessoalmente, eu gostaria de ver Assange enfrentar as acusações de violação. Essas mulheres têm direito a uma resposta", publicou no Twitter depois que o fundador do WikiLeaks pediu asilo e de saber que tinha perdido seu dinheiro. Por outro lado, ele continua contando com o apoio de Bianca Jagger, outra célebre partidária do australiano, mas que não contribuiu para a fiança. "Ele foi forçado a pedir asilo", ela tuitou. Assange permanece na Embaixada do Equador no bairro de Knightsbridge e enfrentará a detenção se deixar o edifício.

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