Bem-aventurados os últimos? Um diálogo sobre a libertação dos pobres

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • "É hora de reaprender a arte de sonhar com os xamãs nativos"

    LER MAIS
  • Uma visão do suicídio no Brasil em resposta à outra visão apresentada

    LER MAIS
  • “É triste ver cristãos acomodados na poltrona”. O alerta do papa Francisco contra a acídia

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


24 Abril 2012

O cardeal e o intelectual. Um cruzamento incomum, mas fecundo, a julgar pelo resultado desse trabalho conjunto, um livro de dupla assinatura, sobre as Bem-aventuranças. "Bem-aventurados os mansos", "bem-aventurados os puros de coração", "bem-aventurados os agentes da paz"... Gianfranco Ravasi e Adriano Sofri se confrontaram sobre o tema Beati i poveri in spirito, perché di essi è il regno dei cieli [Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus]. Esse é o título do livro, o primeiro dos oito que a editora Lindau confiou a diversas personalidades.

A reportagem é de Marco Ansaldo, publicada no jornal La Repubblica, 20-04-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A contribuição de Ravasi é rica em citações. Nela, o teólogo e biblista confronta sob o perfil exegético e filológico as versões de Lucas e de Mateus da primeira Bem-aventurança. Enquanto isso, as referências ao Antigo e ao Novo Testamento tocam o tema evangélico da pobreza, unindo-o à literatura, de Francisco de Assis a Bernanos.

O ponto de partida de Sofri é "Bem-aventurados os últimos", para enfatizar a dramaticidade do desequilíbrio no mundo globalizado entre aqueles que são os muitíssimo ricos e os pouco ricos. As duas perspectivas acabam se integrando nas conclusões. Ravasi evidencia o caráter paradoxal das Bem-aventuranças: "A felicidade é declarada lá onde se manifesta a infelicidade". Já o o pensador secular faz a sua proposta salientando que "houve pessoas excepcionais que se confrontaram admiravelmente com a radicalidade do Evangelho, falindo de várias maneiras, de Tolstoi a Simone Weil".

O curador do projeto, Roberto Righetto, lembra – no posfácio – uma cena de Vida e destino. É aquela em que Vasily Grossman descreve, depois do cerco de Stalingrado, uma mulher russa que oferece um pedaço de pão a um soldado alemão prisioneiro, enquanto o jovem nazista teme o linchamento da multidão. Porque a luta entre o bem e o mal pode acabar se entrelaçando com o papel dos Justos. Dos santos anônimos. Dos bem-aventurados.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Bem-aventurados os últimos? Um diálogo sobre a libertação dos pobres - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV