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02 Março 2012

O escritor e veterano repórter do Vaticano John Allen (foto), que havia consistentemente minimizado a sua propaganda em torno do cardeal Timothy Dolan, de Nova York, como possível candidato papal, agora está apostando mais fichas em sua aposta depois de ver a resposta extremamente positiva dos líderes da Igreja ao prelado norte-americano em Roma.

A reportagem é de Annysa Johnson, publicada no sítio do jornal Journal Sentinel, 28-02-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Eu estou deixando alguma margem de manobra para mim mesmo", disse Allen, que chamou Dolan de "a coisa mais próxima a um papável americano de que já tivemos notícia".

"Provavelmente, estamos em um ponto nas eleições papais em que o próximo papa poderia vir de qualquer lugar", disse ele, em entrevista antes de sua palestra em Milwaukee, na última terça-feira. "As pessoas vão se interessar muito mais por quem ele é, em vez do passaporte que ele tem".

Allen
, correspondente sênior do National Catholic Reporter e autor de A People of Hope, livro-entrevista com Dolan (foto), está em Milwaukee nesta semana para debater as tendências globais que estão remodelando a Igreja Católica no século XXI.

Entre as tendências que ele pretende destacar encontram-se:

- A mudança demográfica do Norte Global para o Sul Global

Até a metade do século, três quartos dos católicos do mundo estarão vivendo no Sul Global – na América Latina, África e Ásia –, um aumento em comparação aos dois terços de hoje. Isso, juntamente com as mudanças no rosto da Igreja Católica norte-americana – um novo rosto de imigrantes étnicos da classe trabalhadora – significa que as prioridades da Igreja também irão mudar.

Segundo Allen, as questões que dominam a agenda dos bispos norte-americanos hoje – o aborto e o casamento gay, por exemplo – podem não mais dominar nos próximos anos. O que subirá em importância para as lideranças da Igreja, disse Allen, serão as questões da pobreza e da justiça social, e a face inferior da globalização: o comércio internacional de armas e a exploração neocolonial nas relações comerciais.

"Como a nova geração de lideranças latino-americanas irá colocar uma mesma quantidade de tempo e importância sobre as questões sociais e as questões da vida, veremos uma impressão mais equilibrada da Igreja Católica", disse.

Em nível mundial, Allen acrescentou que "os católicos norte-americanos vão ter que se acostumar a viver em um mundo novo, onde as prioridades norte-americanas não vão comandar o espetáculo".

- A ascensão do catolicismo evangélico

A Igreja está ressuscitando alguns dos marcadores clássicos do ensino católico que a haviam diferenciado ao longo dos séculos, tudo como uma forma para contra-atacar o secularismo.

"Tudo tem a ver com ser missionário", disse. "Você pode ver isso em praticamente tudo o que está acontecendo na Igreja nos dias de hoje, desde a nova tradução da missa para uma linguagem mais tradicional, até o o engajamento muito agressivo das lideranças da Igreja na política".

- O crescimento do Islã

Entre os 2,3 bilhões de cristãos e os 1,6 bilhão de muçulmanos do mundo, as duas fés representam cerca de 55% da população humana, tornando a relação entre elas um "grande impulsionador da história do mundo", segundo Allen. O desafio para a Igreja, explica, é como se opor às correntes radicais do Islã, ao se engajar, ao mesmo tempo, naquilo que ela vê como a maioria moderada. O que as lideranças da Igreja querem não é um choque de civilizações, afirmou, mas sim que os "cristãos e muçulmanos estejam lado a lado contra o secularismo".

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