Santa Sé mais dura do que o Chile na condenação dos abusos sexuais de Karadima

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11 Janeiro 2012

Em muitas ocasiões, acusa-se a Igreja Católica de não fazer o suficiente para combater o grave flagelo dos abusos sexuais de menores em seu meio, uma das grandes cruzes do pontificado de Bento XVI. No entanto, a realidade nos demonstra como as novas normas emitidas pelo papa em 2010 são muito mais duras e eficazes do que  algumas normativas civis. O caso mais evidente é o do sacerdote chileno Fernando Karadima (foto), confinado a permanecer em um convento e a não exercer o seu ministério após um julgamento canônico, mas cujo julgamento civil foi encerrado por seus crimes terem prescrito, apesar de ter se demonstrado a sua culpabilidade.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada no sítio Religión Digital, 10-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

As normas vaticanas endureceram o tratamento das pessoas envolvidas em casos de abuso sexual de menores, exigindo das autoridades eclesiásticas a total colaboração com a Justiça civil e ampliando de 10 para 20 anos a prescrição dos delitos canônicos neste particular. No entanto, no Chile, essas falhas deixam de ser imputáveis aos 10 anos, razão pela qual Karadima se livrará de entrar na prisão.

Assim foi resolvido nesta semana pela Quarta Sala da Corte de Apelações do país andino, confirmando o descumprimento sem levantar acusações contra ele. Apesar disso, a resolução estima que "ficou conclusivamente provadas tanto a existência dos delitos de abusos desonestos reiterados, previsto e sancionado no Artigo 336 do Código Penal, vigente à época em que ocorreram os fatos, cometido contra as pessoas de Juan Carlos Cruz Chellew, James Hamilton Sánchez e de Fernando José Batlle Lathrop, quanto, ainda, a participação em que lhes correspondeu, na qualidade de autor, o sacerdote Fernando Karadima Fariña".

Karadima, portanto, já não tem contas pendentes com a Justiça. Mas sim com a legislação canônica. Há meses, o ex-pároco da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de El Bosque, Providencia, cumpre os seus dias de "oração e penitência" que lhe foram impostos pelo Vaticano ao declará-lo culpado em um julgamento canônico por denúncias de abusos sexuais reiterados contra menores.

"Ele não está na cadeia", afirmou o presidente do episcopado chileno, Ricardo Ezzati, depois de visitá-lo no Natal. Mas o religioso só pode sair do local "com pessoas autorizadas que não estejam dentro das restrições estabelecidas pela Santa Sé".

Karadima, 80 anos, é um renomado formador de sacerdotes que hoje ocupam altos cargos na Igreja chilena, que foi denunciado por abuso sexual por quatro homens durante suas visitas a uma paróquia localizada em um bairro de luxo no leste de Santiago, da qual participavam desde pequenos.

O processo judicial pelas denúncias de cinco homens contra o sacerdote já foi demitido em dezembro de 2010, mas foi reaberto em março passado, depois que o Vaticano o considerou culpado de abuso de menores e o obrigou a "retirar-se a uma vida de oração e de penitência", segundo um comunicado.

Segundo dados da Igreja chilena, 17 sacerdotes e um diácono foram condenados no Chile por abusos sexuais de menores, oito deles por via eclesiástica, e dez pela justiça comum.

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