Chile. Presidente Piñera é insultado em funeral de padre

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Por: Jonas | 10 Dezembro 2013

Quando o presidente Sebastián Piñera (foto) chegou, na tarde de sexta-feira, ao funeral do padre Alfonso Baeza – reconhecido por seu trabalho social, especialmente após o golpe militar de 1973 –, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, apareceu como de costume: sorrindo e saudando as pessoas, que se agitaram para olharem sua comitiva. Até esse momento, tudo ia bem para Piñera, que após os resultados da última pesquisa Adimark, que aponta que a aprovação de sua gestão subiu três pontos (43%), anda mais relaxado do que nunca. No entanto, o cenário mudou radicalmente em poucos segundos. Uma mulher aproveitou um descuido da segurança para cuspir sobre o presidente, no momento em que se esbarrava para chegar ao velório do ex-vigário da Pastoral Operária de Santiago.

 
Fonte: http://goo.gl/Uj04u9  

A reportagem é de Christian Palma, publicada pelo jornal Página/12, 08-12-2013. A tradução é do Cepat.

A agressora foi contida pelos policiais que cuidam da segurança do mandatário e enviada para a Terceira Delegacia de Santiago. Ao mesmo tempo, Piñera entrou rapidamente no interior da Igreja para visitar os familiares do sacerdote que também participou do Comitê Pró-Paz e do Vicariato da Solidariedade, dois organismos que zelavam pelo respeito aos direitos humanos. Catalina Castillo recebeu a liberdade ontem, após acudir a um controle de detenção, pois a Justiça considerou que se tratou de uma “falta” pela qual não se requer que permaneça em prisão, enquanto a investigação de 60 dias, por crime de atentado contra a autoridade, estiver sendo realizada.

A mulher, de 29 anos, é porta-voz da assembleia popular de Puente Alto e disse para Rádio Bío-Bío que “voltaria a fazer o mesmo”. Não obstante, seus familiares reprovaram a ação e disseram à imprensa que se tratou de um gesto “antidemocrático”. Castillo estava no velório do ex-membro do Comitê Pró-Paz e do Vicariato da Solidariedade porque ambos eram amigos: “Se o padre Alfonso estivesse vivo, não gostaria que você estivesse aqui”, disse ao mandatário quando cuspiu sobre o mesmo.

Um dia depois, durante uma caminhada em uma feira na popular comuna de Cerro Navia, Andrés Allamand, o senador eleito da Renovação Nacional – o partido de Piñera – foi agredido por um jovem que jogou um tomate em seu rosto. “Não dou nenhuma importância ao fato, sempre há algumas pessoas violentas, mas eu o estimo como um incidente menor”, disse Allamand, desmerecendo o fato. O parlamentar se desdobrou por diferentes regiões do país para incentivar as pessoas a votarem no dia 15 de dezembro e apoiarem a sua candidata, a direitista Evelyn Matthei. “Tenho respeito pela candidata (Michelle) Bachelet, mas acredito que seu programa de governo e sua coalizão será um retrocesso para o país, em diversos campos, especialmente no educacional”, destacou Allamand em alusão à carta da Nova Maioria para o segundo turno.

De sua parte, o ministro do Interior, Andrés Chadwick, condenou tais fatos: “Existem pessoas odiosas ou muito fanáticas, com uma grande intransigência, que atuam de uma maneira que é muito repudiável. Só resta lhes dizer que é o pior favor que podem fazer à candidatura ou ao setor que possam pertencer, porque demonstram intransigência”, declarou o titular da pasta.

Nessa linha, na sexta-feira, as duas candidatas presidenciais se enfrentaram em um debate pelo rádio para todo o Chile. Não houve confrontos, nem maiores embates de ideias, o que demonstra que esta última etapa da campanha será mais refinada. No entanto, no comando de campanha de Bachelet continua a queixa por um suposto intervencionismo por parte do governo de Piñera.

Neste cenário, o subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, que também estava presente na atividade em prol de Matthei, na qual Allamand recebeu um tomate, assegurou que “parlamentares, subsecretários, ministros, prefeitos, Cortes, nas 52 comunas da região metropolitana, estão apoiando a candidatura de Evelyn Matthei... Àqueles que falam de intervencionismo, eu lhes diria que não fiquem nervosos, nós estamos aqui, num sábado, com recursos próprios, apoiando Evelyn Matthei”.

De sua parte, ontem, Bachelet insistiu em seu chamado para a votação e ressaltou as diferenças com a sua adversária. “É muito importante porque não se trata de governos iguais. Temos que escolher uma das alternativas: uma que não quer mudar nada, que acredita que as coisas estão bem como estão, e é verdade que há coisas boas; porém, a outra é que há muitas coisas que precisa mudar, que precisa melhorar”, sustentou a candidata da Nova Maioria.

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