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05 Outubro 2013

Comunidades do Brasil ao Camboja estão perdendo suas casas para dar lugar a plantações de cana-de-açúcar.

A reportagem é de Jamie Merrill, publicada no jornal The Independent, 02-10-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Terras que cobrem uma área do tamanho da Itália foram tomadas de comunidades indígenas em todo o mundo pelos fornecedores dos maiores nomes da indústria de alimentos e bebidas, segundo um importante novo relatório.

A Coca-Cola e a PepsiCo estão entre as empresas criticadas pela Oxfam devido a suas ligações com disputas de terra, em que a confederação internacional alega que cerca de 800 negócios envolvendo grandes extensões de terras por parte de investidores estrangeiros fizeram com que 33 milhões de hectares fossem tomados como propriedade corporativa globalmente desde 2000.

A pesquisa – que também destaca supostas disputas com a gigante dos alimentos britânica ABF – afirma que comunidades pobres do Brasil ao Camboja estão perdendo as suas casas para dar lugar a lucrativas plantações de cana-de-açúcar para alimentar a crescente "fome de açúcar" do mundo rico.

Ativistas contra a pobreza estão pedindo agora que as grandes empresas multinacionais façam mais para que as comunidades indígenas de todo o mundo deixem de ser forçadas a deixar as suas casas.

Sally Copley, diretora de campanhas da Oxfam, disse: "Precisamos ter certeza de que o que comemos e bebemos não faz com os mais pobres e mais vulneráveis de todo o mundo se tornem sem-teto ou sem-terra. A PepsiCo, a Coca-Cola e a ABF são as três grandes gigantes da indústria do açúcar e devem liderar o caminho para garantir que não fiquemos com um gosto amargo nas nossas bocas".

A Oxfam diz que o crescente apetite por açúcar tem sido amplamente ignorado como um fator que contribui para o roubo de terras no mundo em desenvolvimento. Isto ocorre quando as comunidades locais que dependem da terra são despejadas sem consentimento ou compensação – muitas vezes violentamente – para dar lugar a plantações de cana-de-açúcar.

A Oxfam vincula as disputas de terras com empresas que fornecem açúcar para a Coca-Cola, incluindo a Coca-Cola, Sprite, Fanta e Dr Pepper. Os produtos da PepsiCo envolvidos incluem Pepsi-Cola e Mountain Dew.

O relatório da Oxfam inclui alegações de que uma comunidade de pescadores do estuário de Sirinhaém no Brasil está lutando pelo acesso à sua terra depois de terem sido violentamente expulsos para dar lugar a uma usina de açúcar. O relatório afirma que a usina fornece açúcar para a Coca-Cola e para a PepsiCo.

Enquanto isso, no sudoeste do Brasil, ativistas no Mato Grosso do Sul estão lutando contra a ocupação de suas terras por uma plantação de cana-de-açúcar para abastecer uma usina de propriedade da Bunge.

A Coca-Cola admite que compra açúcar da Bunge, mas diz que não compra dessa fábrica em particular.

Um porta-voz da Coca-Cola negou as acusações da Oxfam, dizendo: "Quanto aos casos no Camboja e no Brasil, nos solidarizamos com os cidadãos cujas vidas e meios de subsistência foram afetados. Embora o sistema da Coca-Cola não compre açúcar diretamente de qualquer fornecedor no Camboja, nós concordamos em convocar um diálogo facilitado com os investidores para discutir os resultados gerais da Oxfam".

Um porta-voz da PepsiCo disse: "Nós contatamos os fornecedores. Eles nos asseguraram que estão em conformidade com as leis aplicáveis. Nós continuamos engajados com os nossos parceiros para melhor entender como eles estão lidando com as questões levantadas pela Oxfam".

O relatório também destaca um exemplo do Camboja em Sre Ambel. Ex-moradores da cidade estão lutando para reconquistar as terras das quais eles afirmam ter sido expulsos em 2006, para abrir caminho para uma plantação de cana-de-açúcar.

A Oxfam alega que a plantação de propriedade da KSL supre a Tate & Lyle Sugars, que vende açúcar para franquias que fabricam produtos para a Coca-Cola e a PepsiCo.

Um porta-voz da Tate & Lyle Sugars disse que a empresa recebeu apenas "dois pequenos carregamentos" da KSL no Camboja. Eles acrescentaram: "As alegações feitas contra a Tate & Lyle Sugars são contestadas".

O relatório também detalha ligações em relatos da mídia entre a ABF e casos de conflitos de terra no Mali, Zâmbia e Malawi. Um porta-voz da empresa disse: "A ABF, através de sua subsidiária africana Illovo, é e sempre foi extremamente sensível a questões referentes à posse das terras (...) Em todas as suas operações na África, a Illovo tem sido escrupulosa na sua abordagem à propriedade das terras".

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