Estácio dá um salto em ensino a distância

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14 Setembro 2013

O grupo de ensino carioca Estácio fechou ontem por R$ 615 milhões a compra da UniSEB, centro universitário paulista do grupo SEB fundado pelo empresário Chaim Zaher. Trata-se da maior aquisição já feita pela Estácio e também se destaca por envolver o maior valor pago por aluno no setor de educação brasileiro - o equivalente a R$ 16,2 mil.

A reportagem é de Beth Koike, publicada no jornal Valor, 13-09-2013.

Do montante a ser desembolsado para Chaim, como é conhecido, metade será em dinheiro e a outra parte em ações. Com isso, o fundador da UniSEB terá 5,7% do capital da Estácio e integrará o conselho do grupo educacional carioca. Por conta dessa reestruturação, que contará com uma emissão de novas ações, a participação do GP Investiments cairá de 12,3% para 11,6%.

 

As cifras elevadas são justificadas pelo fato de a UniSEB ter 153 polos de ensino a distância ativos e outros 164 já autorizados pelo MEC. Com isso, o número de polos da Estácio salta dos atuais 52 para 369. Além disso, a UniSEB conta com um campus de cursos presenciais em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, onde possui também 57 unidades de ensino a distância. Há muito tempo a Estácio cobiça o mercado paulista, mas até então tinha uma presença tímida. O centro universitário também tem uma parceria com a FGV em Araçatuba e Ribeirão Preto.

Fundada em 1999, a UniSEB conta com um número reduzido de alunos, apenas 37,8 mil, mas a grande parte - 33,4 mil - está em cursos a distância. Nesse segmento, o custo fixo da operação é menor do que no modelo presencial, por isso a margem Ebitda do grupo educacional é elevada, chegando a quase 44%. Na Kroton, por exemplo, esse percentual é de 31%. Mas são operações de porte bem distintos, uma vez que a empresa mineira tem 352 mil alunos no segmento a distância. A Estácio tem um total de 313,4 mil estudantes - 254,6 mil em cursos presenciais e 58,8 mil a distancia.

A UniSEB encerrou o ano passado com um Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 47 milhões, o que representa que a transação representou 13 vezes o Ebitda ajustado. O lucro líquido somou R$ 21 milhões e a receita líquida, R$ 108 milhões.

A mensalidade média líquida dos cursos presenciais da UniSEB é de R$ 829, valor superior ao cobrado pela Estácio, e na modalidade a distância é de R$ 184.

Chaim também é dono da Faculdade Dom Bosco (Curitiba), da FBN - Faculdades Brasiliense de Negócios (Brasília), da EPD - Escola Paulista de Direito (São Paulo) e ainda tem negócios em Maceió. Essas operações não foram vendidas para a Estácio, mas há possibilidade de serem negociadas futuramente. "Foi concedida à companhia a possibilidade de, no futuro, nos termos estabelecidos no contrato de compra e venda de ações, optar pela compra de tais sociedades", informa comunicado da Estácio enviado ao mercado.

Com a compra da UniSEB, o número de polos de ensino a distância da Estácio aumenta dos atuais 52 para 369

Já as 31 escolas de educação básica e pré-vestibular continuam com Chaim, que começou na área de educação na década de 70 como franqueado do Objetivo, de João Carlos DiGênio.

A transação com a Estácio não é a primeira marcada pelas cifras robustas. Coincidência ou não, Chaim vendeu seus sistemas de ensino para o grupo britânico Pearson por R$ 613 milhões, quantia bem semelhante à operação anunciada ontem.

A aquisição da Estácio ocorre 20 dias depois de a americana Laureate anunciar a compra da FMU por R$ 1 bilhão. Em março, a Kroton e Anhanguera informaram ao mercado uma fusão formando uma gigante mundial de educação.

Capitalizada com a oferta de ações concluída em janeiro, em que levantou R$ 768,6 milhões, a Estácio vem prospectando vários negócios. A companhia estava em conversações com a Affero, grupo carioca de educação corporativa em uma transação avaliada em R$ 206 milhões, segundo fontes do setor.

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