"Precisa sacudir o PT debaixo para cima", diz Olívio Dutra

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03 Setembro 2013

O ex-governador e ex-prefeito Olívio Dutra(PT) está afastado dos mandatos eletivos desde 2003, quando deixou o governo do Estado, mas continua em plena atividade política. Nos últimos dez anos, foi ministro do governo Lula, entre 2003 e 2005, disputou de novo o Piratini, em 2006, e presidiu o diretório estadual do PT, onde hoje é presidente de honra. Aos 72 anos, mantém extensa agenda de atividades partidárias e segue defendendo as mudanças que julga fundamentais para o país. 

A entrevista é de Flávia Bemfica e publicada pelo jornal Correio do Povo, 31-08-2013.

Eis a entrevista.

É possível ser governo e, ao mesmo tempo, reivindicar mudanças, criticar governantes?

Precisamos de um partido que não se misture com as práticas tradicionais do toma lá da cá, do pragmatismo, do jeitinho, que fazem das política essa coisa que não transforma nada nas suas raízes, que acomoda fazendo de conta que muda, mexendo na superfície. O país precisa de uma reforma política, de uma reforma tributária que faça quem tem mais pagar mais e quem tem menos pagar menos, ao mesmo tempo em que o poder público não abdique de nenhum centavo de sua receita e, através de processos de controle público, como o orçamento participativo, destine cada centavo segundo as necessidades do povo, e não de acordo com a vaidade dos governantes ou da pressão de grupos econômicos. Precisa de uma reforma agrária de verdade e de uma reforma urbana.

O PT comanda o governo federal pela terceira vez. Essas reformas estão em curso?

Os dois mandatos do presidente Lula foram de grandes transformações, de retomada da autoestima do povo, de provocação da cidadania...Lula e a presdente Dilma trouxeram para uma situação de mais conforto mais de 40 milhões de brasileiros. Mas há muito a fazer. As mudanças ainda não tocaram em questões substanciais (...) Temos políticas de governo importantes, que tinham que ser feitas, mas precisamos de políticas de Estado, transformadoras e duradouras. Deve haver um compromisso da esquerda. O campo popular democrático precisa ser mais nítido na sua conformação ideológica, e os partidos que o compõem, mais compromissados entre si em diferentes mandatos, com alternativas entre eles.

Estes desafios afetam a popularidade da presidente ou do governador?

Nas últimas três décadas, o PT secundarizou a vinculação aos movimentos sociais. Há um processo de burucratização que faz este partido de transformação, aos poucos, entrar em acomodação, o que o coloca também como objeto das críticas das ruas. O povo quer mudanças muito mais profundas e amplas, para que o Estado funcione bem e melhor e não apenas para alguns. O PT precisa ser sacudido de baixo para cima.

O senhor apoia os recentes protestos das ruas?

Tenho uma visão crítica do endeusamento das redes sociais, à convocação que se faz de forma a não consolidar e não comprometer lideranças como se elas não existissem, e elas existem.

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