Acervo do Brasil Nunca Mais está na rede mundial de computadores

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • Uma escolha crucial: como a Igreja seleciona seus bispos?

    LER MAIS
  • Os três passos dos homens

    LER MAIS
  • Abismo de desigualdades

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


13 Agosto 2013

Desde a sexta-feira, 9, pesquisadores, estudantes, cientistas políticos e sociais já podem navegar no Brasil Nunca Mais (BNM), a maior iniciativa da sociedade civil brasileira pela preservação da memória, verdade e justiça sobre violações aos direitos humanos verificados durante a ditadura militar brasileira.
 
Estão disponíveis na rede mundial de computadores (http://bnmdigital.mpf.mp.br/#!/) os 543 rolos de microfilmes que estavam guardados por iniciativa do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) no Centro for Research Libraries, nos Eslados Unidos. Temia-se na época que a documentação pudesse ser destruída pelos órgãos de repressão política. A documentação completa foi doada à Universidade Estadual de Campinas.

A informação é publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação -ALC, 12-08-2013.
 
Um mutirão de 13 organizações, entre elas o Armazém Memória, o Ministério Público Federal e a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro, possibilitou a criação do BNM Digit@l. O Arquivo Público do Estado de São Paulo digitalizou integralmente o original do processo BNM 279, com 29 mil páginas, emprestadas pelo Superior Tribunal Militar a pedido da Comissão Nacional da Verdade, e reproduziu 870 mil imagens.
 
O projeto Brasil: Nunca Mais foi desenvolvido pelo CMI e pela Arquidiocese de São Paulo nos anos 80 do século passado, sob a coordenação do reverendo Jaime Wright e de dom Paulo Evaristo Arns.O exame de 900 mil páginas de processos judiciais movidos contra presos políticos resultou na publicação de igual nome, pela Editora Vozes, retratando torturas e violações aos direitos humanos praticados nos anos de chumbo da ditadura cívico-militar brasileira.
 
As principais informações do BNM foram obtidas a partir de depoimentos prestados pelos réus em tribunais militares. Ou seja, o BNM usa documentos oficiais do próprio Estado para comprovar a prática da tortura como ferramenta de investigação e repressão durante os anos de chumbo no país.
 
Quatro meses após a retomada do regime civil, a Vozes lançou, em 15 de julho de 1985, o livro "Brasil Nunca Mais", hoje em sua 40a edição. O livro ficou por 91 semanas na lista dos dez mais vendidos, no gênero não ficção.
 
O site do BNM foi apresentado na sexta-feira, 9, na Procuradora Regional da República da 3a Região, em São Paulo. Ele cumpre um dos objetivos centrais do projeto original: prover educação pela memória histórica para o desenvolvimento de relações sociais alicerçadas nos direitos humanos.
 
O trabalho foi iniciado em 14 de junho de 2011, quando o Ministério Público Federal repatriou do "Center for Research Libraries" os microfilmes de segurança que continham cópia de todos os processos judiciais reproduzidos pelo BNM, e o Procurador-Geral da República recebeu do Secretário Geral do CMI, Olav Fiske Tveit, os arquivos que o organismo ecumênico detinha a respeito do projeto.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Acervo do Brasil Nunca Mais está na rede mundial de computadores - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV