PRB ingressa no governo Alckmin e promove projeto da Universal

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29 Mai 2013

O ingresso do PRB na gestão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ontem, foi marcado pela divulgação de um projeto ligado à Igreja Universal do Reino de Deus para o tratamento de viciados em drogas. O partido, comandado por um bispo da igreja, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Social e ficará responsável pelo programa de reabilitação de dependentes químicos, uma das principais vitrines de Alckmin.

A reportagem é de Cristiane Agostine e publicada pelo jornal Valor, 29-05-2013.

O novo secretário da Pasta, Rogério Hamam (PRB), comandará o programa Recomeço, que prevê o pagamento mensal de R$ 1.350 a três mil famílias de viciados em drogas para custear o tratamento em clínicas privadas. Segundo Hamam, o governador pediu atenção especial a esse programa. "Alckmin foi muito enfático ao dizer que uma das principais missões [da secretaria] é a de combate ao crack", disse, depois de tomar posse, na sede do governo. "Esse não é um tema estranho ao PRB".

Lançado no começo do mês, o projeto ficou conhecido como "bolsa crack" e foi questionado pelo presidente do PRB, bispo Marcos Pereira, antes de o partido assumir a secretaria. Em texto publicado há treze dias em seu blog, Pereira disse que o programa pode ser manipulado por interesses políticos. "Os especialistas garantem que a proposta é obscura e pode fomentar um mercado de tratamento da dependência química, além de servir a interesses políticos", escreveu.

Ontem, porém, integrantes do partido aproveitaram a posse para divulgar o programa de Alckmin. O vereador da capital Jean Madeira (PRB), pastor eleito com apoio da Universal, levou jovens para promover o projeto "Juventude Contra o Crack", apoiado pela igreja e que pode receber recursos do programa estadual.

Segundo Madeira, há 70 entidades privadas conveniadas ao projeto da igreja. "Agora, com o secretário, vamos conseguir fazer essa aproximação [do governo] com as casas de recuperação", disse. Ao fim do evento, os jovens com camiseta do "Juventude Contra o Crack" posaram para fotos com cartazes do Recomeço. "Espero ter apoio do governo do Estado. Se as portas se abrirem... É como costumo dizer: se a cabeça passar, o resto do corpo passa", afirmou.

O novo secretário, no entanto, disse que não vai privilegiar a igreja. "Vamos usar como critério a isenção", afirmou Hamam.

Na secretaria, o PRB será responsável também por vitrines sociais como os restaurantes populares "Bom Prato" e o programa "Viva Leite".

Alckmin comemorou a entrada do PRB em seu governo. "Ficamos muito felizes com o PRB. É uma participação importante", disse. Em busca de apoio para a reeleição, o governador costurou o apoio para evitar uma aliança do partido com o PT. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia orientado seu partido a buscar aliança com siglas próximas aos tucanos, como PTB e PRB. O partido de Russomanno comanda o Ministério da Pesca.

Hamam sinalizou que o PRB deve caminhar junto com o PSDB em 2014. "Isso consolida um namoro que já vem sendo costurado há um tempo. Estamos totalmente envolvidos nos projetos do governador e em sua futura campanha de reeleição", disse. O secretário filiou-se ao partido em 2012 e trabalhou na campanha de Celso Russomanno à Prefeitura de São Paulo.

Com a adesão ao governo tucano, Russomanno disse que não disputará o governo de São Paulo em 2014. Russomanno será candidato à Câmara, para puxar votos para o partido e tentar triplicar a bancada federal do PRB. A meta, disse, é conquistar mais tempo de TV na propaganda eleitoral, que é calculado de acordo com a bancada federal eleita. "Sem tempo de televisão não teremos força em uma eleição majoritária. Elegemos oito deputados. Queremos aumentar para, pelo menos, 25".

Na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2012, Russomanno ficou em terceiro lugar, com 21,6% dos votos válidos (1,3 milhão de votos). Em 2014, estima ter votação semelhante para o Legislativo.

Apesar de seu partido ingressar no principal governo da oposição no país, Russomanno disse que o PRB deve se manter no Ministério da Pesca. "O PRB faz parte da base de sustentação do governo federal, mas não impede que caminhemos juntos aqui [em São Paulo], disse.

Ao mudar seu secretariado para receber o PRB, Alckmin promoveu o DEM, que ocupava a Secretaria de Desenvolvimento Social. O ex-secretário Rodrigo Garcia (DEM) foi para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com maior contato com os empresários e que já foi ocupada por Alckmin durante a gestão José Serra (2007-2010).

O governador intensificou conversas com siglas de sua base de apoio no Legislativo. Neste mês, Alckmin sofreu um revés do PSD, quando seu vice, Guilherme Afif, foi nomeado para a Secretaria da Micro e Pequena Empresa pela presidente Dilma Rousseff.

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