Igreja Católica australiana admite que encobriu centenas de casos de abusos sexuais

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Por: Jonas | 28 Maio 2013

A Igreja católica da Austrália admitiu, nesta segunda-feira, diante do Parlamento do estado Victoria, ter ocultado durante décadas os abusos sexuais contra menores, cometidos por membros da congregação eclesiástica.

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 27-05-2013. A tradução é do Cepat.

O cardeal George Pell (foto), um dos oito cardeais eleitos pelo papa Francisco para a assessoria na reforma da administração da Igreja Católica, declarou que a instituição australiana encobriu vários sacerdotes pedófilos, mas negou sua participação nestes ocultamentos.

 
Fonte: http://goo.gl/sXaJs  

“A principal motivação era manter a reputação da Igreja (...) temia-se um escândalo”, manifestou Pell, durante a sessão final da comissão no Parlamento do estado de Victoria, que investiga os casos de pedofilia cometidos nas diferentes ordens religiosas.

Durante mais de quatro horas, o cardeal explicou qual foi seu papel durante sua etapa na direção do Arcebispado de Melbourne, entre 1996 e 2001, quando deu encaminhamento aos protocolos para tratar as queixas de vítimas de abusos.

Pell negou ter atuado como Pôncio Pilatos, no caso de lavar as mãos diante das reclamações, e rejeitou as acusações de deputados, que garantem que ele declarou que a Igreja se arruinaria com o pagamento das compensações. “Na minha cabeça, isso era uma consideração secundária, a contrapartida econômica. Independentemente do que for o que o legislador decidir que é apropriado, iremos pagar”, assegurou.

Em setembro do ano passado, a Igreja Católica confirmou a existência de 620 casos de abusos sexuais contra menores, incluindo crianças de 7 e 8 anos, cometidos por sacerdotes na Austrália, desde a década de 1930. A maioria dos abusos ocorreu entre os anos de 1960 e os de 1980, ao passo que somente 13 dos abusos foram registrados depois de 1990, segundo um relatório eclesial.

O cardeal de Sydney pede perdão

Durante as sessões anteriores, várias vítimas que foram abusadas por sacerdotes relataram suas traumáticas experiências diante da comissão investigadora.

Pell, atual arcebispo de Sydney e um dos poucos responsáveis da Igreja que criticou em público a renúncia de Bento XVI, pediu desculpas às vítimas, no início de sua intervenção, e mostrou arrependimento por parte da comunidade católica australiana por não ter atuado de maneira mais rápida contra os pedófilos.

“Concordo que fomos lentos, no momento, diante da angústia das vítimas, e que tratamos disso de maneira imperfeita”, destacou o clérigo australiano.

A Igreja Católica na Austrália detectou um emergente problema de abuso sexual, durante os anos 1980, mas não soube compreender a magnitude do assunto, nem atuar contra os sacerdotes criminosos.

“Não acredito que muitos dos líderes da Igreja católica conheceram o horrendo e amplo problema” no qual estavam imersos, apontou Pell.

Investigação em nível nacional

O clérigo admitiu que as transferências de sacerdotes pedófilos para outras paróquias, para esconder seus crimes, foram consequências desastrosas.

“Não há dúvida de que muitas vidas foram arruinadas”, insistiu o arcebispo, ao destacar que muitos destes crimes contribuíram para o “suicídio” de vítimas.

Além da comissão investigadora no estado Victoria, que prevê oferecer suas conclusões no final do ano, também está aberta uma investigação em nível nacional e comissões especiais para Nova Gales do Sul e em Hunter Valley, ao norte de Sidney.

Segundo as associações de vítimas, apenas em Victoria, o número dos que sofreram abusos pode ultrapassar os 6.000.

Em sua visita à Austrália, em julho do ano passado, o papa Bento XVI se reuniu com algumas das vítimas, para as quais pediu perdão em nome da Santa Sé.

No final do mês passado, um sacerdote católico, de 67 anos, entregou-se à polícia de Melbourne, após 10 acusações por abuso de menores, cometidos numa paróquia nos arredores de Melbourne, entre os anos 1976 e 1985.

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