Procuram-se reitores para as Universidades Jesuítas dos EUA

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13 Mai 2013

Por 25 anos a Universidade de Saint Louis foi liderada pelo Pe. Lawrence Biondi. E, por quase dois séculos, tem sido administrada pela ordem de Biondi, os jesuítas.

Em breve, pode acabar não sendo conduzido por nenhum deles.

A reportagem é de Tim Townsend e publicada por National Catholic Reporter, 09-05-2013. A tradução é de Ana Carolina Azevedo.

Biondi anunciou recentemente que pretende se aposentar, e responsáveis pela universidade falam pouco sobre os detalhes de sua partida. Mas uma coisa que o conselho de mais de 50 curadores terá que considerar é a substituição de Biondi por outro padre jesuíta. Isso se encontrarem outro para assumir o cargo.

O maior desafio para uma instituição jesuíta, ao selecionar um novo reitor, é que a quantidade de jesuítas com o currículo apropriado está diminuindo rapidamente, disse o Pe. Thomas Gaunt, diretor executivo do centro de pesquisa aplicada na Universidade Georgetown, instituição jesuíta.

"É um grupo muito pequeno de indivíduos," disse o padre. "E quem quer que seja a opção correta pode não estar disponível."

A Universidade não disponibiliza o seu regimento ao público. Mas a versão mais recente - obtida e publicada online pelo Senado da Universidade - deixou claro que o próximo presidente pode vir de fora da ordem que fundou a escola.

Os regimentos foram alterados em 2006 ou 2010 para eliminar a primeira frase do Artigo III, Seção 3: "O reiror deve ser um membro da Companhia de Jesus."

É impressionante como essa exigência tem, provavelmente, muito a ver com matemática simples. A década de 1960 viu o ponto máximo de novos membros jesuítas nos Estados Unidos, com cerca de 7 mil sacerdotes. Em 1982, esse número diminuiu para 5.500. Hoje, existem cerca de 2.500 jesuítas americanos.

Em 2001, curadores da Georgetown - a universidade católica mais antiga do país - selecionaram John DeGioia, um ex-aluno, como seu primeiro reitor leigo. DeGioia tornou-se o primeiro leigo a liderar uma das 28 faculdades e universidades jesuítas no país.

A partir de 1º de julho, sete das 28 escolas da Associação das Faculdades e Universidades Jesuítas terão reitores leigos.

Entre as 194 faculdades católicas americanas que pertencem à Associação das Faculdades e Universidades, 63% delas são regidas por leigos. Esse número é de cerca de 50% em 2001 e 30% em 1991.

Um mês após a seleção de DeGioia em Georgetown, a Universidade de Marymount, vizinha de Arlington, na Virgínia, contratou um reitor leigo, James Bundschuh, que já havia sido reitor na Faculdade de artes e Ciências da Universidade de Saint Louis. As quatro presidentes que antecederam Bundschuh foram irmãs religiosas.

Apesar dessas estatísticas assustadoras, as universidades jesuítas estão procurando por homens de sua ordem para serem reitores. A Universidade Jesuíta Wheeling, na Virgínia Ocidental, teve um reitor leigo nos últimos anos, mas voltará a ser um jesuíta em julho.

A Universidade Regis, em Denver, elegeu seu novo presidente no ano passado - um jesuíta que o conselho recrutou da Universidade Marquette, outra escola jesuíta.

Tom Reynolds, vice-reitor de Missão e Ministério da Regis, disse que o processo do conselho foi dividido em duas partes. Sua fase inicial focou-se na tentativa de encontrar um líder jesuíta. "Se nós não conseguíssemos encontrar um jesuíta, abriríamos a busca". disse Reynolds.

Agora, a Universidade de Saint Louis lança sua primeira busca presidencial em um quarto de século, e muitas pessoas na universidade estão esperando por um processo de recrutamento que inclua as opiniões de professores, alunos e pessoal administrativo.

Além de dizerem que o processo de busca começará "no outono", os oficiais não revelaram nenhum detalhe sobre dessa busca; em vez disso, disseram, em um comunicado, que detalhes específicos sobre o processo de busca "serão informados à comunidade universitária nas semanas seguintes."
Enquanto isso, alguns membros do corpo docente não querem esperar para fazer parte do processo.

Bonnie Wilson, professora auxiliar adjunto de Economia, disse que o corpo docente da Universidade de Saint Louis se reunirá imediatamente para discutir o que gostariam em um sucessor de Biondi.

"A comunidade não vai esperar sentada para ser convidada a integrar o conselho", disse Bonnie. "Nós supomos que seremos convidados, portanto, temos de começar a trabalhar por conta própria e ajudar a transição do conselho à nova liderança".

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