Diálogo entre Vaticano e lefebvrianos está ''congelado''

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Por: André | 19 Abril 2013

O superior da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, dom Bernard Fellay, confirmou oficialmente que, apesar das tentativas para se chegar a uma reconciliação realizadas por Bento XVI e depois de anos de diálogos doutrinais, as relações com o Vaticano estão no mesmo “ponto de partida” no qual se encontravam na década de 1970.

A reportagem é de Alessandro Speciale e publicada no sítio Vatican Insider, 17-04-2013. A tradução é do Cepat.

A história do “xeque-mate” ao diálogo com os tradicionalistas é bem conhecida e foi descrita por Mons. Augustin Di Noia, vice-presidente da Comissão Ecclesia Dei (que se ocupa da relação com as comunidades tradicionalistas), no começo deste ano. Mas é a primeira vez que o superior dos lefebvrianos o admite por escrito na carta circular enviada periodicamente aos “amigos e benfeitores” da Fraternidade.

Fellay escreveu que a Fraternidade encontrou-se em uma posição muito delicada durante grande parte de 2012. No verão, diante da proposta definitiva de reconciliação com Roma (que implicava a assinatura de um Preâmbulo Doutrinal, em troca do reconhecimento canônico com a criação de uma prelazia pessoal), os lefebvrianos se encontravam no umbral de uma forte ruptura, com uma clara divisão entre os que queriam aceitar as condições do Vaticano e os que consideravam inaceitável qualquer compromisso que incluísse a aceitação do Concílio Vaticano II.

Na longa carta de Fellay, divulgada neste dia 15 de abril, indica-se que as “dificuldades” derivam, por um lado, das condições propostas por Roma, “que não podíamos nem nunca poderemos assinar”, e, por outro, de uma suposta “falta de clareza por parte da Santa Sé, que não permitia entender qual era exatamente a vontade do Santo Padre, nem o que era o que estava disposto a conceder”. Incerteza que terminou no dia 30 de junho, quando Bento XVI escreveu “claramente e sem ambiguidades as condições que nos impunham para uma normalização canônica”, isto é, “a aceitação total do Concílio Vaticano II e da missa de Paulo VI”.

Um fechamento total por parte de Fellay, que propõe novamente como vigente, a 50 anos do Concílio, a análise do fundador da Fraternidade, Mons. Marcel Lefebvre. “Reconhecendo que a crise que sacode a Igreja também tem causas externas, o Concílio é o agente principal da sua autodestruição”. Por isso, Fellay resumiu e propôs novamente a condenação lefebvriana do ecumenismo, da colegialidade na Igreja e da nova concepção conciliar do poder do Papa, da liberdade religiosa, da missa reformada e do diálogo entre as religiões.

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