Movimentos sociais cobram de Gilberto Carvalho mudanças no projeto do Apodi

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Por: Cesar Sanson | 05 Abril 2013

Representantes de movimentos sociais da região da chapada do Apodi – localizada na divisa dos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará -, reuniram-se na tarde desta quinta-feira (4) com o Secretário Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para discutir a questão dos perímetros irrigados na região.

A reportagem é de Marcelo Matos e publicada pelo portal do MST, 05-04-2013.

Cerca de 500 famílias de assentados e pequenos agricultores da região estão sendo prejudicados com o projeto de irrigação realizado pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) e pelo Ministério da Integração Nacional.

Os movimentos pedem que o governo pare o projeto. Segundo as organizações, da forma que está sendo executado, o projeto expulsa as famílias do campo e dão lugar ao agronegócio, gerando forte tensão social na região. Durante a reunião, foi entregue um relatório ao ministro contendo informações sobre o projeto batizado de “projeto da morte”.

Além disso, os movimentos sociais destacaram o fato da maioria das famílias que ali vivem produzirem alimentos sadios, com base na agroecologia, e não aceitam deixar sua terra para dar lugar aos grandes fazendeiros. O coordenador nacional do MST, Alexandre Conceição disse que o que está em disputa é o modelo de agricultura que se pretende para o país. “São projetos distintos e o governo precisa ter determinação política para resolver”, acredita.

Na mesma linha seguiu o doutor em recursos Hídricos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), João Abner Guimarães Júnior. “O projeto está inviável dessa forma, pois atende apenas aos interesses dos grandes latifundiários”, disse o professor, destacando que há outras alternativas que poderiam envolver os pequenos produtores.

Já o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, explica que é preciso que o governo tenha mais diálogo com o povo para solucionar estas questões. “O DNOCS quer tomar nossas terras e nós vamos resistir”, disse Kika, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi (STTR). Em forma de protesto, as mulheres de Apodi enviaram, no ano passado, mais de duas mil cartas para a presidenta Dilma, com envelopes de cor rocha para dizer que não aceitam a saída dos agricultores da região.

7 pontos

As lideranças do MST entregaram uma pauta ao ministro Gilberto Carvalho contendo 7 pontos. Um dos principais se refere à desapropriação de 15 mil hectares de terras do perímetro irrigado, no Ceará, para assentar as mais de 4 mil famílias acampadas no estado. Outro ponto destaca o problema da seca vivido na região no último período, que atinge 175 municípios, exigindo do estado solução para o problema. Os Sem Terra tampouco deixaram de denunciar a falta de apoio do governo com a Reforma Agrária, já que faz quatro anos que não há desapropriação de terras no Ceará.

O ministro disse que o governo irá tomar uma posição em relação aos perímetros irrigados, e reconheceu a luta dos movimentos sociais. “Quero reconhecer a luta de vocês. Assim que sair desta reunião falarei com a presidenta Dilma e darei um retorno”, prometeu.

Gilberto Carvalho disse que será criado um grupo de trabalho para discutir o assunto, envolvendo os Ministérios da Integração Nacional, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o DNOCS, a Secretaria Geral da Presidência e de Irrigação, além dos movimentos sociais.

Participaram da reunião representantes do MST, da Federação dos trabalhadores (as) na agricultura do Rio Grande do Norte, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi (STTR), da Central única dos Trabalhadores (CUT), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), da Articulação no Semi-Árido Brasileiro, dentre outras.

Veja também:

RN. Projeto do perímetro irrigado da chapada do Apodi. Um contrassenso. Entrevista especial com Antonio Nilton Bezerra Júnior

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