Obama encaminha reforma para legalizar imigrantes

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Por: André | 31 Janeiro 2013

Pode ser a grande herança que busca como legado de sua passagem pelo poder. Com um argumento contundente – “salvo que sejam índios americanos, todos vocês também vêm de outro lugar” – o presidente Barack Obama propôs, finalmente, uma reforma “integral” do sistema migratório que “abra caminho” para a legalização de mais de 11 milhões de pessoas que hoje vivem “à sombra” neste país.

A reportagem é de Silvia Pisani e está publicada no jornal argentino La Nación, 30-01-2013. A tradução é do Cepat.

“É puro sentido comum”, garantiu o presidente, ao apresentar aquela que será, possivelmente, uma das propostas mais audazes de seu segundo mandato e a maior reforma migratória da história.

O plano aponta para uma reforma com legalização de pessoas indocumentadas, assim como “mais vigilância” em zonas de fronteira e “melhor acompanhamento” dos milhares que violam seus vistos e ficam indocumentados mais tempo do que o permitido.

Houve regozijo entre aqueles que, há anos, aguardam pela oportunidade de legalizar sua situação. Mais contidos, ao contrário, líderes republicanos pediram para não forçar as coisas. “Esperamos que o presidente não vá muito para a esquerda e não arruíne as coisas”, disse o líder republicano da Câmara de Representantes, John Boehner.

Não é a primeira vez que Obama fala em reforma migratória. Mas neste momento o panorama é diferente e a reforma é uma realidade possível. Não apenas porque o presidente acaba de se reeleger e se sente forte, mas porque os republicanos se encontram na situação contrária: imersos em uma crise de identidade e desesperados por ampliar a base eleitoral, depois de sofrer o rechaço do cada vez mais importante voto hispânico.

O país mudou sua demografia e os democratas parecem tirar mais proveito que a oposição republicana, que parece trabalhar mais centrada na população majoritária e não nas chamadas “minorias crescentes”.

No caso da reforma migratória, quem melhor definiu a situação provavelmente tenha sido o senador democrata por Nova Jersey, Robert Menéndez. “As pesquisas não a rechaçam, os eleitores hispânicos a pedem, os democratas a desejam e os republicanos a necessitam”, disse.

De fato, a reforma, cujas bases agora são estabelecidas, à espera de que se converta em um projeto de lei concreto, segue um recente acordo que democratas e republicanos fizeram no Senado. “Estamos atentos às mudanças”, disse o republicano pelo Arizona e derrotado ex-candidato presidencial John McCain.

Não é no Senado, onde os democratas têm maioria, que existem as principais dúvidas sobre o futuro do projeto, mas na Câmara de Representantes, onde mandam os republicanos. “Isto é uma loucura. A única coisa que vamos conseguir é que se multipliquem os imigrantes que tentam vir ao país de forma ilegal”, disparou o republicano por Pensilvânia, Lou Barletta. “Legalizar toda essa gente custará mais de 2,7 bilhões de dólares”, disse, baseando o cálculo em estimativas próprias. O lado econômico será uma das arestas do que vem.

Mas, longe disso e com ar renovado, Obama acenou para a possibilidade de que a questão demore. “Eu espero que o Congresso elabore um bom projeto sobre isto. Mas se não o fizer, eu enviarei o meu”, ameaçou, a fim de desestimular manobras dilatórias.

Não será um passo fácil para ninguém. Nem sequer para os milhões que esperam a legalização: o trâmite será caro, terão que pagar impostos atrasados e taxas para conseguir os tão desejados documentos. Outra coisa que não está clara é o tempo: quanto pode levar para uma pessoa que está há anos no país o percurso até chegar à cidadania.

Foi o senador republicano Marco Rubio, um dos que mais trabalhou para conquistar o voto hispânico, que jogou o primeiro balde de água fria. “Me parece razoável que aqueles que entraram no país de forma ilegal entrem no final da fila daqueles que desejam a cidadania”, disse.

Em todo o caso, o debate sobre as formas apenas está começando e é possível que as diferenças entre o que pretende Obama e o que estão dispostos a redigir os senadores sejam mais profundas do que se pretende.

Otimista inveterado, não foi assim que o viu Obama, centrado em que, pela primeira vez em muito tempo, “as diferenças entre partidos estão diminuindo” sobre a matéria.

“Chegou a hora de fazer uma reforma integral e de sentido comum”, afirmou Obama para um público majoritariamente hispânico. “Temos que fazê-la agora”, repetiu, convencido de que a abertura àqueles que chegaram de modo ilegal “é o caminho para reforçar a nossa economia e o futuro do país”.

À noite, era evidente que havia diferenças entre o curso de ação para aqueles que agora trabalham de forma ilegal assim e para casais indocumentados homossexuais.

Uma condição absoluta, no entanto, parece ser a segurança fronteiriça e a possibilidade de perseguir aqueles que a violam. “Não poderemos avançar em nada enquanto não tivermos isso claro”, disse o senador Jeff Flake, do estado fronteiriço de Arizona.

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