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06 Agosto 2013

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse ontem que a revogação do aumento da tarifa do transporte público não beneficiou a população mais carente, mas sim os empresários. Em entrevista a blogueiros, Haddad disse que o benefício "irá para o bolso do empregador", que gastará menos no pagamento do vale-transporte distribuído aos empregados.

A reportagem é de Cristiane Agostine e publicada pelo jornal Valor, 06-08-2013.

"[O benefício] Vai para o bolso do empregador. Quem recebe o vale transporte não vai sentir", disse. O prefeito afirmou que a medida "não foi tão benéfica" para a população mais carente. Haddad participou de entrevista transmitida pela internet, promovida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, com a presidente da entidade, Juvandia Moreira, e os blogueiros Paulo Henrique Amorim e Eduardo Guimarães, Luiz Carlos Azenha e Altamiro Borges.

No dia 19 de junho, depois dos protestos contra o aumento de R$ 3 para R$ 3,2 na tarifa do ônibus, metrô e CPTM, o prefeito e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), revogaram o aumento.

Segundo Haddad, os protestos contra o aumento da tarifa, em junho, tiveram uma vitória "mais política do que econômica". O prefeito disse ainda que a população deve sentir em breve os efeitos negativos da medida, já que a prefeitura não dispõe de recursos extras para custear o aumento o subsídio do ônibus e deverá comprometer a execução de programas.

Questionado sobre a expulsão dos moradores que vivem no entorno do estádio do Itaquerão, na zona leste, voltado para a Copa do Mundo - e alvo dos protestos de junho - Haddad disse que nenhuma família será desalojada antes de a prefeitura oferecer uma moradia definitiva. O prefeito descartou o pagamento de bolsa-aluguel e afirmou que os moradores serão mantidos próximos ao estádio.

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