Alemanha, fiéis protestantes em queda

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11 Julho 2013

A Igreja Protestante Alemã perde mais fiéis do que a Igreja Católica. Segundo a nova estatística anual da EKD (a Igreja Protestante), na Alemanha, continua caindo o número total dos cristãos, e essa queda afeta os protestantes de maneira mais acentuada do que os católicos.

A reportagem é de Alessandro Alviani, publicada no sítio Vatican Insider, 04-07-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Entre 2006 e 2011, o número dos cristãos caiu cerca de 2,15 milhões, e a sua participação no total da população passou de 63,7% para 61,5%. O número dos fiéis da Igreja Protestante diminuiu em quase 1,5 milhão em cinco anos, caindo para 23,6 milhões em 2011, enquanto no mesmo período o número dos católicos reduziu em cerca de 1,2 milhão, detendo-se em quase 24,5 milhões. Entre 2010 e 2011, no entanto, a Igreja protestante perdeu cerca de 276 mil fiéis, contra os 178 mil da Igreja Católica.

Entre 2006 e 2011, também caiu o número de batismos protestantes, que passaram de 213 mil em 2006 para 193 mil em 2011, além do número de casamentos protestantes, que passou de 54.753 para 48.398. Em 2011, as pessoas que iam ao culto todos os domingos em uma Igreja Protestante eram cerca de 900 mil; cinco anos antes, eram um milhão.

Segundo a EKD, há três motivos que ajudam a explicar a contínua queda de fiéis. Acima de tudo, razões históricas: especialmente nos primeiros anos de vida da já extinta Alemanha Oriental, as pressões políticas levaram muitos a abandonar a Igreja, com o resultado de que muitos cidadãos da RDA não batizaram os seus filhos, o que contribuiu para derrubar o número de fiéis nas paróquias.

Além disso, há razões econômicas: no oeste da Alemanha, a introdução de impostos adicionais fez com que mais e mais pessoas voltassem as costas para a Igreja, substancialmente para economizar (na República Federal, as Igrejas reconhecidas como entes de direito público – como, por exemplo, a protestante e a católica – financiam suas atividades através de um respectivo "Imposto sobre a Igreja", cobrado dos fiéis).

Finalmente, a chegada na Alemanha de estrangeiros de religião não cristã influenciou na porcentagem dos cristãos no total da população.

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