''Não é cristão viver o Natal com a angústia do consumismo''

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15 Dezembro 2014

Ele fala de improviso como um pároco à sua comunidade, encontra-se com 40 membros da comunidade Rom que, em Torrevecchia e Primavalle, foram contestados há uma semana com manifestações xenófobas na frente das escolas frequentadas pelos filhos dos acampamentos nômades. "Não é cristão viver o Natal com a angústia do consumismo."

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 14-12-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Mas "há tantas pessoas que não sabem agradecer a Deus: sempre buscam algo para se lamentar", disse o Papa Francisco na homilia da missa na paróquia romana de San Giuseppe all'Aurelio.

"Eu conhecia uma freira, longe daqui esta freira era boa, trabalhava, mas a sua vida era se lamentar pelas tantas coisas que aconteciam, tanto que a chamavam de 'Madre Lamentela'".

"Um cristão não pode viver assim – continuou o papa –, sempre buscando se lamentar. 'Mas eu não tenho isso, ou eu não tenho aquilo', não é cristão."

A visita à igreja de San Giuseppe all'Aurelio, na Via Boccea, é a sexta visita pastoral do Papa Francisco a uma paróquia da diocese de Roma. A quinta a uma paróquia da cidade, porque, há alguns meses, uma das visitas foi fora da cidade, a uma igreja na cidade de Gudonia Montecelio. Além das seis visitas pastorais, há ainda outras três visitas a paróquias a título privado: a Prima Porta, para admirar o presépio; a Gregorio VII para se encontrar com as vítimas da máfia; por fim, à Basílica de Santa Maria in Trastevere, para encontrar a Comunidade de Santo Egídio.

"Oração, ação de graças e ajuda aos outros: assim chegaremos ao Natal do 'Ungido', isto é, de Cristo, 'ungido' pela graça. Que Nossa Senhora nos acompanhe nesse caminho rumo ao Natal e à alegria. Ah sim, por favor, a alegria."

De acordo com Francisco, "faz mal encontrar cristãos com a cara amargurada, com aquela cara inquieta da amargura, que não está em paz. Nunca um santo ou uma santa tinha a cara fúnebre, nunca: sempre os santos têm o rosto da alegria, ou, ao menos, nos sofrimentos, o rosto da paz".

"No sofrimento máximo, o martírio de Jesus, ele tinha um rosto de paz e se preocupava com os outros, com a mãe, com João, com os outros."

Além disso, "as crianças choram, fazem barulho, vão daqui e dali. Mas me incomoda muito quando na igreja uma criança chora, e há quem diga que ela deve ir para fora. O choro da criança é a voz de Deus: nunca os expulsem da igreja", disse Francisco, encontrando-se com as famílias das crianças batizadas no último ano. "O seu pranto é a melhor pregação", acrescentou o pontífice.

"'Ah, padre, nós fazemos um belo almoço [paroquial]': mas essa não é a alegria cristã de que falamos hoje", assegura Bergoglio. A alegria "nos leva também a fazer festa, é verdade, mas é outra coisa. E por isso a Igreja quer nos levar a entender o que é essa alegria cristã".

"O apóstolo Paulo aos Tessalonicenses diz: 'Irmãos, sejam sempre alegres'. E como podemos ser alegres? Ele diz: 'Rezem ininterruptamente, em tudo deem graças'. Encontramos a alegria cristã na oração e também no dar graças ao Senhor pelas tantas coisas belas."

Para ter essa alegria cristã, "primeiro, rezar e, segundo, dar graças". E "como faço para dar graças? Lembre a sua vida e pense em tantas coisas boas que a vida lhe deu".

Sublinhou o papa: "'Mas, padre, é verdade, mas recebi tantas coisas ruins'. Concordo, mas pense nas coisas boas: 'Eu tive uma família cristã, pais cristãos, graças a Deus trabalho, a minha família não passa fome, estamos todos saudáveis. Temos tantas coisas para dar graças, e isso nos habitua à alegria".

Outra dimensão que nos ajuda a ter a alegria é "levar aos outros o alegre anúncio".

Nós "somos cristãos, e isso vem de Cristo, e Cristo significa ungido: nós somos ungidos, o Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me consagrou com a unção". Cristão significa ungido, porque "nos leva a fazer o alegre anúncio aos miseráveis, a enfaixar as chagas, a libertar os escravos, a promulgar o ato de graça do Senhor".

Essa é "a vocação dos cristãos: ir ao encontro dos outros, àqueles que estão em necessidade, sejam materiais, sejam espirituais, tantas pessoas que têm angústia por causa dos problemas familiares". Isto é, "levar a paz, levar o óleo de Jesus, que faz tão bem e consola as almas".

Francisco se encontrou com um grupo de 40 Roms do Campo Nômade que se encontra na Via Tenuta Piccirillo, no ex-acampamento Green Riber em Prima Porta.

"A Igreja está perto de vocês, é sempre acolhedora, especialmente esta paróquia. Estejam sempre perto da Igreja. Não percam a esperança."

Essas famílias, uma das quais é composta por 18 pessoas, foram "adotadas" pela paróquia de San Giuseppe all'Aurelio. No discurso "de esperança e encorajamento" que o pontífice pronunciou de improviso, também o convite aos Rom de "buscarem o trabalho e a integração, sem nunca se desesperar".

"Nunca percam a esperança no futuro. Agradeço a vocês pela acolhida que me deram", disse Bergoglio, que depois cumprimentou (muitas vezes com um abraço) cada um dos Rom presentes e os voluntários da Comunidade de Santo Egídio que os ajudam.

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