Cerca de 269 mil toneladas de resíduos plásticos flutuam nos oceanos

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15 Dezembro 2014

Os oceanos, que cobrem 70% da superfície do planeta, são um imenso lixão a céu aberto, onde se acumulam os detritos plásticos da humanidade. Esse é o quadro sombrio traçado por um amplo estudo internacional (Estados Unidos, Nova Zelândia, Chile, França, África do Sul e Austrália), na revista PLOS ONE (Public Library of Science) do dia 10 de dezembro.

A reportagem é de Pierre Le Hir, publicada pelo jornal Le Monde e reproduzida pelo portal UOL, 12-12-2014.

Ele apresenta, pela primeira vez, uma avaliação global da poluição da superfície de todos os mares por esses detritos. Os números são vertiginosos: 269 mil toneladas constituídas por mais de cinco trilhões de partículas de todos os tamanhos. Os autores ressaltam ainda que suas estimativas são "altamente conservadoras" e podem ser consideradas como um "mínimo".

O acúmulo no meio oceânico de detritos plásticos flutuantes – fragmentos de sacos, garrafas, baldes e outras embalagens, mas também grânulos industriais –, encaminhados pelos ventos e pelos rios, ou despejados no mar pelos navios, é conhecido desde o fim dos anos 1990.

Gigantescas zonas de convergência, chamadas de "giros oceânicos", foram descobertas no Pacífico Norte – um amontoado de 3,4 milhões de quilômetros quadrados batizado de "Great Pacific Garbage Patch" ou "grande lixeira do Pacífico" –, bem como no Pacífico Sul, no Atlântico Norte e no sul do Oceano Índico. Mas todos os mares do globo estão poluídos. "Os plásticos e os microplásticos estão presentes nos oceanos do mundo inteiro", constatam os pesquisadores.

As zonas costeiras "muito afetadas"

A equipe, conduzida por Marcus Eriksen, do Five Gyres Institute da Califórnia, reuniu, modelizou e analisou os dados coletados ao longo de 24 campanhas oceanográficas e conduzidas entre 2007 e 2013 nas cinco zonas de giros oceânicos, mas também perto das costas australianas, na baía de Bengala e no Mediterrâneo. Ou seja, mais de 1.500 pontos onde os cientistas retiraram amostras com suas redes, no caso dos detritos menores, ou efetuaram observações visuais, para os maiores.

Eles puderam dessa forma quantificar a poluição por plástico, que afeta "todas as zonas oceânicas, inclusive as mais afastadas". Na verdade parece que os detritos não estão unicamente concentrados nas grandes zonas de convergência, onde suas densidades são "menores que o esperado", mas que zonas costeiras também são "muito afetadas", sobretudo no Mediterrâneo.

Outro fenômeno evidenciado foi a fortíssima dispersão dos detritos, disseminados pelos ventos e pelas correntes oceânicas. Assim, os volumes de detritos flutuantes são da mesma ordem no hemisfério norte e no hemisfério sul, sendo que o primeiro, mais industrializado, recebe muito mais detritos. "Isso poderia significar que a poluição plástica se desloca com mais facilidade, entre os giros oceânicos e entre os hemisférios, do que supúnhamos antes", escrevem os pesquisadores.

Para onde foram os microdetritos?

Em relação à quantidade total de plástico produzido no mundo – 288 milhões de toneladas em 2012 –, o volume dos detritos à deriva na superfície dos mares, mil vezes menor, "não é muito grande", comenta François Galgani, do Instituto Francês de Pesquisa para a Exploração do Mar (Ifremer), co-signatário do estudo. Então isso significa que há "uma quantidade muito maior deles nos fundos oceânicos."

É mais o número colossal de partículas de plástico vagando nos oceanos que ele considera preocupante. Isso porque elas se tornam "vetores que podem facilitar o transporte de organismos marinhos – bactérias, patógenos ou espécies invasoras – por longas distâncias, com consequências pouco conhecidas atualmente."

E resta um mistério. Embora os microdetritos (de tamanho inferior a 4,75 milímetros) representem 90% do número total de partículas de plástico, eles são 100 vezes menos numerosos do que os pesquisadores imaginavam. Para onde eles foram? Diversas hipóteses são sugeridas: degradação por raios ultravioleta, biodegradação, ingestão por organismos marinhos, afundamento, encalhe nas costas...

Centenas de espécies ameaçadas

O que é certo é que os plásticos, que persistem por centenas de anos, contaminam "todos os ecossistemas oceânicos, inclusive os organismos marinhos, o zooplâncton e as espécies que vivem nos sedimentos", lembra Marcus Eriksen. E que eles podem "concentrar os poluentes orgânicos e alterar o funcionamento das cadeias alimentares", ele diz.

Estudos anteriores mostraram que os detritos plásticos, fragmentados e revolvidos pelas águas, são ingeridos por centenas de espécies marinhas (tartarugas, peixes, pássaros e mamíferos), provocando ferimentos, envenenamentos e asfixia.

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