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10 Novembro 2014

Era 1773. Do Canadá à Terra do Fogo, da Amazônia brasileira aos recantos da China, espalhavam-se cerca de 23 mil jesuítas, isto é, membros da Companhia de Jesus. Coordenando mais de 800 estabelecimentos de ensino, reconhecidos catequistas, educadores e administradores, os membros da ordem de Santo Inácio de Loyola viram tudo ruir a partir de um breve papal, que estabeleceu a supressão da Companhia de Jesus. A determinação pontifícia durou 41 anos. Ao retornar, em 1814, são cerca de 600 os inacianos responsáveis por dar continuidade ao seu projeto missionário. Um processo lento e progressivo, que culmina — mas não se encerra — com a eleição de um papa jesuíta.

Para compreender os processos deste evento histórico, convidamos para o debate pesquisadores e pesquisadoras que participam do XVI Simpósio Internacional IHU – Companhia de Jesus. Da supressão à restauração, a ser realizado na Unisinos, por ocasião do bicentenário da reconstituição da Companhia de Jesus.

Luiz Fernando Rodrigues, professor no Programa de Pós-Graduação em História da Unisinos e conselheiro do Instituto Anchietano de Pesquisas, perpassa, em um artigo preciso e pertinente , descreve o horizonte social, econômico, político e eclesiástico que da supressão da Companhia de Jesus, em 1773, pelo papa Clemente XIV.

Pedro Miguel Lamet, jesuíta, jornalista e licenciado em Filosofia, Teologia e Cinematografia, e autor de El último jesuita (Ed. La Esfera de los Libros, 2011), narra o contexto que culminou com a queda da Companhia de Jesus, a vida dos religiosos da ordem pós-supressão e, por fim, a restauração 40 anos mais tarde.

Leandro Karnal, historiador e professor da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, faz um retrato da modernidade, com suas peculiaridades e contradições, e defende que os  jesuítas foram os primeiros membros do clero católico a entender os novos desafios que eram postos nos novos tempos.

Por sua vez, José Eduardo Franco, historiador e professor do Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa da Universidade de Lisboa, descreve a emergência de um imaginário antijesuítico na Europa que, através de campanhas de difamação e ódio, muito se assemelha à fobia social antijudaica.

Carlos Alberto Page, pesquisador independente do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, na Argentina, retrata os tensionamentos causados pelo enfrentamento dos jesuítas na América Espanhola, cuja relação com os Guarani levantava temores da Coroa e incômodo aos colonos.

Jacqueline Ahlert, historiadora e professora da Universidade de Passo Fundo - UPF, resgata as características e peculiaridades da cultura e da arte jesuíta na América, que justamente pelo hibridismo não pode ser reduzida a um “barroco missioneiro”.

Artur Henrique Franco Barcelos, professor de Arqueologia da Universidade Federal do Rio Grande – FURG, trata das reconfigurações territoriais promovidas pela presença jesuítica, que tal qual conquistadores europeus, conquistaram terras e almas para a Coroa.

Karl Heinz Arenz, teólogo e professor na Universidade Federal do Pará, explora o contexto histórico que perpassou a missão jesuíta no Maranhão — e a influência do Marquês de Pombal na sua derrocada.

Marcia Sueli Amantino, professora do Programa de Pós-Graduação da Universidade Salgado de Oliveira – Universo, ajuda a compreender o processo de formação da estrutura econômica dos jesuítas diante do projeto missionário da Companhia de Jesus na América portuguesa.

Eunícia B. Fernandes, professora na PUC-Rio e doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense – UFF, aborda as complexidades da relação entre jesuítas, indígenas e africanos que foram ressignificadas pela historiografia contemporânea.

Complementa o tema de capa o discurso do Papa Francisco, proferido em 27 de setembro deste ano, na liturgia celebrando os 200 anos da restauração, realizada na Igreja del Gesù, em Roma. Ele faz uma leitura teológico-espiritual da supressão da Companhia de Jesus.

Por fim, Susana Saulquin, socióloga e pesquisadora de moda da Universidade de Buenos Aires - UBA, fala sobre a importância do consumo consciente.

Finaliza esta edição um artigo de Faustino Teixeira, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, sobre a influência do místico Daisetz T. Suzuki.

Nesta edição também se informa que nos dias 19 a 21 de maio de 2015, realizar-se-á, na Unisinos, o II Colóquio Internacional IHU. O Concílio Vaticano II: 50 depois.

A revista IHU On-Line estará disponível segunda-feira, a partir das 17h, nesta página, nas versões html, pdf e ‘versão para folhear’.

A edição impressa circulará na terça-feira, no campus da Unisinos, a partir das 8h.
 
A todas e a todos uma boa leitura e uma excelente semana!

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