A “Evangelii gaudium” do Papa emérito Bento XVI

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Por: Jonas | 29 Outubro 2014

Ratzinger quebrou outra vez o silêncio. Para advertir que um diálogo que renuncia a verdade é “letal” para a propagação da fé cristã. E também o é para a difusão da “alegria do Evangelho”, que está no programa do papa Francisco.

 
Fonte: http://goo.gl/m80VNE  

A reportagem é de Sandro Magister, publicado por Chiesa.it, 28-10-2014. A tradução é do Cepat.

“Ele é discreto, humilde, não quer perturbar”, disse o papa Francisco sobre o seu predecessor. “Sinto como se eu tivesse o avô em casa, por sua sabedoria. Faz-me bem escutá-lo. E também me anima muito”.

Às vezes, o papa emérito Bento XVI – de sua morada “de monge da clausura”, como gosta de dizer – envia ao Papa reinante apontamentos escritos, para lhe oferecer e pedir uma opinião. Aconteceu assim, por exemplo, após a publicação da entrevista concedida por Francisco, na revista “La Civiltà Cattolica”, em setembro de 2013. Não se sabe o que Joseph Ratzinger escreveu nessas quatro páginas de comentário. Entre os dois Papas, o reinante e o emérito, rege o segredo.

No entanto, algumas vezes Bento XVI rompe o silêncio e diz em público o que pensa, com a clareza e a liberdade que lhe é própria, sem medo de se movimentar contra a corrente.

Fez isso, por exemplo, no último mês de março, em um livro a muitas mãos sobre João Paulo II, no qual evidenciou o que também hoje “é obrigatório estudar para assimilar” desse pontificado: em particular, a encíclica “Veritatis splendor”, de 1993, sobre os problemas morais, e a declaração “Dominus Iesus”, de 2000, sobre os “elementos irrenunciáveis da fé católica”, ou seja, os documentos chaves mais descuidados e injuriados desse pontificado.

Dias passados, Bento XVI também interveio em três ocasiões, com outros tantos escritos. Dois muito breves e em forma de carta. O terceiro mais extenso e em forma de mensagem.

O primeiro, datado em 10 de outubro, é uma carta ao Comitê Internacional “Summorum Pontificum”, próximo de celebrar em Roma um encontro que inclua a celebração de missas em rito antigo, por parte dos cardeais Raymond L. Burke, Walter Brandmüller e George Pell.

Nessa carta, Ratzinger se proclama “feliz” pelo fato de que esse rito “vive atualmente na plena paz da Igreja, também com os jovens, apoiado e celebrado por grandes cardeais”.

Definindo como "grande", então, também a esse cardeal Burke, a quem o papa Francisco tanto nega um papel na Cúria como guia de uma diocese.

O segundo texto, datado em 4 de agosto, mas que se tornou público no dia 23 de outubro, é uma carta à Fundação Vaticana Joseph Ratzinger-Bento XVI, por ocasião de um congresso organizado por ela na Colômbia, em Medellín, sobre o tema “O respeito pela vida, caminho para a paz”.

Na carta, o Papa emérito destaca como fundamento para a paz justamente “o respeito incondicionado à vida do homem, criado segundo a imagem de Deus e dotado assim com uma dignidade absoluta”. Pelo qual “o tema da paz e o tema do respeito pela vida humana estão ligados à fé no Deus criador, como a verdadeira garantia de nossa dignidade”.

Por último, a terceira intervenção foi inspirada pela decisão da Pontifícia Universidade Urbaniana em dedicar a aula magna a Bento XVI. A cerimônia aconteceu no dia 21 de outubro, e nela se fez a leitura da mensagem escrita por Ratzinger para a ocasião.

Entretanto, curiosamente, a mensagem não apareceu no sítio da Urbaniana e “L’Osservatore Romano” apresentou apenas uma breve notícia. Quem publicou o texto em italiano foi a agência católica austríaca Kath.Net, com a permissão do autor, no dia 23 de outubro.

A Urbaniana é a universidade missionária por excelência, ligada à Congregação para a Evangelização dos Povos. O Papa emérito se inspirou exatamente nisto para reagir contra as dúvidas que ameaçam hoje a própria ideia da missão “ad gentes”, a que muitos gostariam de substituir por um diálogo de iguais entre as religiões, em vista de “uma força comum de paz”.

Porém, ao fazer isto – escreve Ratzinger – se deixa de lado “a verdade que na origem motivou os cristãos” a pregar o Evangelho até os confins da terra.

“Supõe-se que a autêntica verdade sobre Deus, em última instância, é inalcançável e que no máximo o que é inefável se pode fazer presente apenas com uma variedade de símbolos. Esta renúncia à verdade parece realista e útil à paz entre as religiões do mundo. Porém, isto é letal para a fé. Com efeito, a fé perde seu caráter vinculante e sua seriedade, caso tudo se reduza a símbolos no fundo intercambiáveis, capazes de se referir apenas de longe ao mistério inacessível do divino”.

O Papa emérito não a cita de forma explícita, mas, aqui, também reaparece de fundo o retorno a “Dominus Iesus”, a declaração contra a qual se desencadearam críticas não apenas de fora da Igreja Católica, mas também por parte de altos expoentes da hierarquia, como o cardeal Edward Cassidy, nesse momento presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, e seu sucessor Walter Kasper, hoje o teólogo de referência do papa Francisco.

Ao ler este texto de Bento XVI, é difícil não pensar nessa ocorrência de Bergoglio contra o proselitismo, liquidado por ele como “solene disparate”, em seu primeiro colóquio com o ateu Eugenio Scalfari. Sabe-se que na linguagem de Francisco o proselitismo é uma falsificação da autêntica missão cristã, que é “por atração”, o que está indubitavelmente no coração de seu pontificado, como também no de seu predecessor.

Caso se deseje ler com um olhar livre esta sugestiva mensagem ratzingeriana, nela se encontrará não uma oposição, mas, sim, uma adesão – ainda que também motivada em formas originais – ao programa do pontificado de Francisco, à sua visão de uma Igreja “em saída”.

“Aquele que recebeu uma grande alegria não pode tê-la simplesmente para si, deve transmiti-la”, escreve Ratzinger. E, além disso: “Anunciamos a Jesus Cristo não para procurar para nossa comunidade muitos outros membros possíveis, e muito menos pelo poder. Falamos Dele, porque sentimos que devemos transmitir essa alegria que nos foi dada”.

Trata-se da “Evangelii gaudium” do papa Francisco, comentada por seu predecessor. Ali onde a alegria se faz uma coisa só com o amor e em definitivo com a verdade.

“‘Reconhecemos o amor que Deus tem por nós e acreditamos nesse amor’ (1 Jo 4, 16). Esta frase expressa a natureza autêntica do cristianismo. O amor que se realiza e se reflete de modo multiforme nos santos de todos os tempos é a prova autêntica da verdade do cristianismo”.

Assim termina a mensagem de Bento XVI, que aqui é reproduzida integralmente.

“A renúncia à verdade é letal para a fé”. Mensagem de Bento XVI

Em primeiro lugar, gostaria de expressar meu mais cordial agradecimento ao Reitor Magnífico e às autoridades acadêmicas da Pontifícia Universidade Urbaniana, aos principais funcionários e aos representantes dos estudantes, por sua proposta de conceder ao meu nome a Aula Magna reestruturada. Gostaria de agradecer de modo absolutamente particular ao Grão-Chanceler da universidade, cardeal Fernando Filoni, por ter aceitado esta iniciativa. Para mim, é motivo de grande alegria poder estar, assim, sempre presente no trabalho da Pontifícia Universidade Urbaniana.

No transcurso das diferentes visitas que pude fazer como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé fiquei sempre impressionado pela atmosfera de universalidade que se respira nesta universidade, na qual jovens provenientes praticamente de todos os países do mundo se preparam para servir o Evangelho no mundo de hoje, Também hoje vejo interiormente, diante de mim, nesta aula, uma comunidade formada por numerosos jovens que nos fazem perceber de um modo vivo a grande realidade da Igreja Católica.

Católica”: esta definição da Igreja, que pertence à profissão de fé desde os tempos mais antigos, leva em si algo de Pentecostes. Recorda-nos que a Igreja de Jesus Cristo jamais se limitou a um só povo ou a uma só cultura, mas, sim, desde o começo estava destinada à humanidade. As últimas palavras que Jesus disse aos seus discípulos foram: “Vão, e façam com que todos os povos sejam meus discípulos” (Mt 28, 19). E no momento de Pentecostes os apóstolos falaram em todas as línguas, podendo manifestar assim, pela força do Espírito Santo, toda a amplitude de sua fé.

Desde então, a Igreja cresceu realmente em todos os continentes. Sua presença, queridas e queridos estudantes, reflete o rosto universal da Igreja. O profeta Zacarias tinha anunciado um reino messiânico que haveria de ir de um mar ao outro e que haveria de ser um reino de paz (Zc 9, 9 e ss.). E efetivamente, em todo o lugar que se celebra a Eucaristia e os homens, a partir do Senhor, formam entre eles um só corpo, está presente algo dessa paz que Jesus Cristo prometeu dar aos seus discípulos.

Vocês, queridos amigos, sejam cooperadores desta paz que, em um mundo desgarrado e violento, torna-se cada vez mais urgente edificar e custodiar. Por isso, é tão importante o trabalho dessa universidade, na qual vocês querem aprender a conhecer mais intimamente Jesus Cristo, para poder se tornar seus testemunhos.

O Senhor Ressuscitado incumbiu aos seus apóstolos, e mediante eles aos discípulos de todos os tempos, que levassem sua palavra até os confins da terra e que convertessem aos homens em seus discípulos. O Concílio Vaticano II, retomando no decreto “Ad gentes” uma tradição constante, jogou luz às profundas razões desta tarefa missionária e deu assim força renovada à Igreja de hoje.

Porém, isto ainda é realmente válido? Perguntam-se muitos, hoje, dentro e fora da Igreja. A missão ainda é realmente atual? Não seria mais apropriado se encontrar no diálogo entre as religiões e juntas servir a causa da paz no mundo? A contra pergunta é: o diálogo pode substituir a missão? Hoje, efetivamente, muitos são da ideia de que as religiões deveriam se respeitar e, no diálogo entre elas, tornarem-se uma força comum de paz. Neste modo de pensar, na maioria das vezes se dá por suposto que as diferentes religiões são variantes de uma única e mesma realidade; que a “religião” é o gênero comum que assume formas diferentes segundo as diferentes culturas, mas que expressa de todos os modos uma mesma realidade. A questão da verdade, a que na origem motivou aos cristãos mais que tudo, aqui é colocada entre parêntese. Supõe-se que a autêntica verdade sobre Deus, em última instância, é inalcançável e que no máximo o que é inefável se pode fazer presente apenas com uma variedade de símbolos. Esta renúncia à verdade parece realista e útil à paz entre as religiões do mundo. Porém, isto é letal para a fé. Com efeito, a fé perde seu caráter vinculante e sua seriedade, caso tudo se reduza a símbolos no fundo intercambiáveis, capazes de se referir apenas de longe ao mistério inacessível do divino.

Queridos amigos, vejam que a questão da missão nos coloca não apenas frente às perguntas fundamentais da fé, mas também frente à pergunta do que é o homem. No âmbito de um breve discurso de acolhida, evidentemente não posso tentar analisar de modo exaustivo esta problemática que hoje interessa profundamente a todos nós. De qualquer modo, gostaria ao menos destacar a direção que deveria tomar nosso pensamento. Faço isso a partir de dois pontos de partida diferentes.

I

1. A opinião comum é que as religiões estão, por assim dizer, uma junto à outra, como os continentes e os países individuais no mapa. Porém, isto não é exatamente assim. Em nível histórico, as religiões estão em movimento, da mesma maneira que estão em movimento os povos e as culturas. Há religiões que estão em atividade de espera. As religiões tribais são deste tipo: tem seu momento histórico e, no entanto, estão à espera de um encontro maior que as leve à sua plenitude.

Nós, como cristãos, estamos convencidos que, no silêncio, elas aguardam o encontro com Jesus Cristo, a luz que vem dele, a única que pode conduzi-las completamente a sua verdade. E Cristo as espera. O encontro com ele não é a irrupção de um estranho que destrói sua própria cultura e sua própria história. Pelo contrário, é o ingresso em algo maior, para o qual elas estão a caminho. Por isso, este encontro é sempre, por sua vez, purificação e amadurecimento. Por outro lado, o encontro é sempre recíproco. Cristo aguarda sua história, sua sabedoria, sua visão das coisas.

Hoje, vemos cada vez mais nitidamente também outro aspecto: enquanto que nos países de grande história o cristianismo, em vários sentidos, cansou-se e alguns ramos da grande árvore que cresceram da semente de mostarda do Evangelho secaram e caem na terra, do encontro com Cristo por parte das religiões em espera brota uma nova vida. Onde antes havia apenas cansaço, novas dimensões da fé se manifestam e levam alegria.

2. Em si, a religião não é um fenômeno unitário. Nela há sempre muitas dimensões distintas. Por um lado, está a grandeza do estender-se para além do mundo, para o Deus eterno. Porém, por outro lado, encontram-se nela elementos surgidos da história dos homens e de sua prática religiosa. Nelas podem ser encontradas, sem dúvida, coisas belas e nobres, mas também baixas e destrutivas, ali onde o egoísmo do homem se apossou da religião e mais do que em abertura, transformou-a em um fechamento no próprio espaço.

Por isso, a religião jamais foi simplesmente um fenômeno apenas positivo ou apenas negativo. Nela estão misturados um e outro aspecto. Em seus princípios, a missão cristã percebeu de forma muito forte, sobretudo, os elementos negativos das religiões pagãs com as quais se encontrou. Por este motivo, o anúncio cristão foi em um primeiro momento extremamente crítico da religião. Somente superando suas tradições, que em parte considerava também demoníacas, a fé pode desenvolver sua força renovadora. Sobre a base de elementos deste gênero, o teólogo evangélico Karl Barth colocou em contraposição a religião e a fé, julgando a primeira de forma absolutamente negativa como comportamento arbitrário do homem, que a partir de si mesmo tenta aferrar Deus. Dietrich Bonhoeffer retomou esta impostação, pronunciando-se a favor de um cristianismo “sem religião”. Trata-se indubitavelmente de uma visão unilateral que não pode ser aceita. No entanto, é correto afirmar que cada religião, para permanecer no justo, também deve ao mesmo tempo ser sempre crítica da religião.

Claramente, isto vale, desde suas origens e baseada em sua natureza, para a fé cristã, que por um lado olha com grande respeito à espera profunda e à riqueza profunda das religiões, mas, por outro lado, também vê de forma crítica o que é negativo. É a partir de si que a fé cristã deve sempre desenvolver novamente essa força crítica, também a respeito de sua própria história religiosa.

Para nós, os cristãos, Jesus Cristo é o Logos de Deus, a luz que nos ajuda a distinguir entre a natureza da religião e a sua distorção.

3. Em nosso tempo, torna-se cada vez mais forte a voz daqueles que quer nos convencer que a religião como tal está superada. Segundo esta forma de ver, apenas a razão crítica deveria orientar a ação do homem. Por trás de parecidas concepções está a convicção de que com o pensamento positivista a razão, em toda a sua pureza, adquiriu definitivamente o domínio. Na realidade, também este modo de pensar e de viver está historicamente condicionado e vinculado a determinadas culturas históricas.

Considerá-lo como o único válido diminuiria o homem, ao subtrai-lo das dimensões essenciais de sua existência. O homem se torna menor, não maior, quando não há mais espaço para um ethos que, baseado em sua natureza autêntica, remete para além do pragmatismo, quando não há mais espaço para a visão dirigida a Deus. O lugar próprio da razão positivista está nos grandes campos de ação da técnica e da economia e, no entanto, ela não esgota todo o humano. Assim, espera-se de nós crentes sempre abrir novamente as portas que, para além da mera técnica e do pragmatismo puro, conduzem a toda a grandeza de nossa existência: ao encontro com o Deus vivente.

II

1. Estas reflexões, talvez um pouco difíceis, deveriam mostrar que também hoje, em um mundo profundamente mudado, continua sendo razoável a tarefa de comunicar aos outros o Evangelho de Jesus Cristo.

E, no entanto, há também um segundo modo, mais simples, para hoje justificar esta tarefa. A alegria exige ser comunicada. O amor exige ser comunicado. A verdade exige ser comunicada. Aquele que recebeu uma grande alegria não pode tê-la simplesmente para si, deve transmiti-la. O mesmo vale para o dom do amor, para o dom do reconhecimento da verdade que se manifesta.

Quando André se encontrou com Cristo, não pôde fazer outra coisa a não ser dizer ao seu irmão: “Encontramos o Messias” (Jo 1, 41). E Felipe, que teve a mesma oportunidade de encontro, não pôde dizer outra coisa a Natanael a não ser que havia encontrado aquele sobre quem Moisés e os profetas tinham escrito (Jo 1, 45). Anunciamos a Jesus Cristo não para procurar para nossa comunidade muitos outros membros possíveis, e muito menos pelo poder. Falamos Dele, porque sentimos que devemos transmitir essa alegria que nos foi dada.

Seremos anunciadores credíveis de Jesus Cristo quando o tivermos encontrado verdadeiramente no profundo de nossa existência, quando mediante o encontro com Ele nos será presenteada a grande experiência da verdade, do amor e da alegria.

2. Faz parte da natureza da religião a profunda tensão entre a oferenda mística a Deus, na qual nos entregamos totalmente a ele, e a responsabilidade pelo próximo e pelo mundo criado por ele. Marta e Maria são sempre inseparáveis, ainda que de vez em quando o acento possa cair sobre uma ou sobre outra. O ponto de encontro entre os dois polos é o amor pelo qual tocamos ao mesmo tempo Deus e suas criaturas. “Reconhecemos o amor que Deus tem por nós e acreditamos nesse amor” (1 Jo 4, 16). Esta frase expressa a natureza autêntica do cristianismo. O amor que se realiza e se reflete de modo multiforme nos santos de todos os tempos é a prova autêntica da verdade do cristianismo.

Bento XVI

21 de outubro de 2014

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