Mais da metade da fauna selvagem que existia há 40 anos desapareceu

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • Metaverso? Uma solução em busca de um problema. Entrevista com Luciano Floridi

    LER MAIS
  • Comunidades Eclesiais de Base, sim. Artigo de Pedro Ribeiro de Oliveira

    LER MAIS
  • A implementação do Concílio no governo do Papa Bergoglio. Artigo de Daniele Menozzi

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


09 Outubro 2014

Mais da metade dos animais selvagens que existiam na Terra há 40 anos desapareceu, e a maioria destas perdas ocorreu nas áreas tropicais da América Latina, segundo o último relatório "Planeta Vivo" do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

A reportagem foi publicada pela Agência EFE e reproduzida pela revista Galileu, 30-09-2014.

Sob o título "Espécies e Espaços, Pessoas e Lugares", o relatório -o 10° deste estudo bienal- recolhe as pesquisas realizadas sobre o destino de 10 mil espécies de vertebrados de 1970 a 2010.

As espécies estão classificadas no Índice Planeta Vivo, um registro mantido pela Sociedade Zoológica de Londres.

Além disso, o relatório mede a pegada ecológica da humanidade no Planeta elaborada pela Global Footprint Network.

A principal conclusão do estudo é que as povoações de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuiu 52% desde 1970. As espécies de água doce sofreram uma baixa de 76%. A maioria das perdas globais provém das regiões tropicais da América Latina.

O Índice Planeta Vivo para a região neotropical -que coincide com o território da América Latina- mostra um dramático e contínuo declive das povoações de fauna selvagem, com uma perda média de 83% das espécies desde 1970.

"Esta é a queda regional mais profunda, e destaca a intensa pressão à qual estão submetidas as espécies tropicais da América Latina", assinalou à Agência Efe Richard McLellan.

O especialista do Fundo explicou esta queda ocorre por uma série de razões, que incluem "as ameaças típicas", como a exploração das espécies, a degradação da terra e da água, a perda de habitats e a mudança climática.

Fatores que, no entanto, no relatório deste ano são acentuados porque houve melhora nos sistemas de coleta de dados e porque se obteve mais e melhor informação procedente da América Latina.

"Dito isto, é preciso deixar claro que o principal fator é a pressão no ecossistema realizada pela ação humana", afirmou em entrevista coletiva Marco Lambertini, diretor-geral da WWF.

Lambertini disse, além disso, que até há poucas décadas, o território latino-americano estava quase virgem com relação de outras áreas tropicais do mundo, que tinham sido exploradas intensamente há muito mais tempo.

"O fato de que estiveram menos afetadas provocou que quando foi feita pressão sobre elas, as consequências foram muito mais notórias, e o declive das espécies é mais intenso do que em outras áreas onde a exploração foi mais sustentada no tempo", acrescentou Lambertini.

De fato, em geral em toda a Terra, o maior perigo para a fauna é a degradação e a perda do habitat natural dos animais causada pela ação humana.

A pesca e a caça são ameaças "significativas", assinala o relatório, enquanto a mudança climática se transformou em "crescentemente preocupante", com as primeiras constatações de que "a mudança climática já é responsável pela extinção de algumas espécies".

Por outro lado, o relatório destaca que o que a humanidade reivindica ao Planeta é mais do que o dobro que a natureza pode renovar. "Estamos cortando madeira mais rápido do que as árvores podem crescer, usando água doce mais rápido do que os aqüíferos subterrâneos se enchem, e lançando CO2 à atmosfera mais rápido do que se pode absorver". De fato, calcula-se que seria necessária uma Terra e meia para produzir os recursos necessários para equilibrar a pegada ecológica da humanidade.

O relatório também destaca que a pegada ecológica é cinco vezes maior nos países desenvolvidos do que nas nações em desenvolvimento, e lembra que foi demonstrado que é possível elevar os níveis de vida da população e restringir, ao mesmo tempo, a exploração dos recursos naturais.

Os dez países com uma maior pegada ecológica são Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Bélgica, Trinidad e Tobago, Cingapura, Estados Unidos, Bahrein e Suécia.

Perante esta situação, Lambertini disse que a única solução é "consumir e produzir de forma mais sustentável", e fixar não só o lado conservacionista, mas também "as oportunidades econômicas" de um desenvolvimento diferente. "A biodiversidade é uma parte crucial de nosso sistema de vida na Terra, e o barômetro do que fazemos a este Planeta, o único lar que temos. Necessitamos urgentemente de uma ação global de todos os setores da sociedade para construir um futuro mais sustentável", concluiu.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Mais da metade da fauna selvagem que existia há 40 anos desapareceu - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV