Papa Francisco é convidado a afastar o Banco do Vaticano de investimentos em combustíveis fósseis

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29 Agosto 2014

A campanha climática mundial 350.org e parceiros lançaram uma nova campanha hoje, convidando o Papa Francisco a alienar o Banco do Vaticano de todos os investimentos relacionados com a indústria de combustíveis fósseis e a publicamente apoiar o movimento crescente no setor.

A reportagem foi publicada pelo Independent Catholic News, 27-08-2014. A tradução é de Isaque Correa Gomes.

Assim diz a petição enviada ao chefe da Igreja Católica: “O seu reconhecimento da triste ameaça das mudanças climáticas, os esforços do Vaticano em se tornar o primeiro Estado neutro em carbono e a sua dedicação em cuidar da Criação nos dá esperanças. Pedimos-lhe que use o poder de seu cargo para dar um exemplo ao mundo.”

O Papa Francisco tem falado abertamente sobre a ameaça das mudanças climáticas, chamando a destruição ambiental de um “ato de pecado”. No dia 14 de maio deste ano, durante a Audiência Geral, o pontífice advertiu, dizendo que “se não protegermos a criação, ela nos destruirá” e pedindo aos cristãos que se tornem “cuidadores da criação”. O Papa Francisco está escrevendo uma encíclica sobre o papel da humanidade no cuidado da Terra.

Ele deu início a uma revisão radical do Banco do Vaticano no intuito de aumentar a sua transparência, a responsabilidade fiscal da instituição e de combater a corrupção. O Banco do Vaticano tem ativos na casa dos 8 bilhões de dólares. Dado que os combustíveis fósseis não estão excluídos explicitamente, uma parte destes valores está, de forma inevitável, investida em empresas de combustíveis fósseis.

Jamie Henn, diretor de Estratégia e Comunicações da 350.org, disse que o “Papa Francisco compreende a ameaça das mudanças climáticas e a nossa responsabilidade moral de agir. Pedimos-lhe que dê os passos apropriados para fazer com que a Igreja Católica pare de alimentar a crise climática através de seus investimentos e para usar o poder de seu cargo convocando cristãos e não cristãos a também alinharem os investimentos com os seus valores”.

A petição vem depois de uma enviada ao papa por grupos religiosos da Austrália e da América do Norte em que dizem ser “imoral” lucrar a partir de combustíveis fósseis e onde pedem para o pontífice defender o desinvestimento no setor. O desinvestimento em combustíveis fósseis ganhou força entre as comunidades religiosas. No mês passado, o Conselho Mundial de Igrejas – CMI, uma fraternidade de mais de 300 igrejas que representam cerca de 590 milhões de pessoas em 150 países, decidiu eliminar progressivamente as suas participações financeiras em iniciativas envolvendo combustíveis fósseis e incentivou os seus membros a fazerem o mesmo. Os Quakers na Inglaterra, a Igreja Anglicana de Aotearoa, da Nova Zelândia e da Polinésia, a Igreja Unida de Cristo, nos EUA, e muitas outras igrejas regionais e locais também se juntaram ao movimento de desinvestimento. Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e arcebispo emérito anglicano da África do Sul, já havia convocado um “boicote ao estilo anti-apartheid contra a indústria de combustíveis fósseis”. O chamado à ação de Desmond Tutu foi ecoado pela chefe da Convenção do Clima, um departamento da ONU, Christiana Figueres, quem igualmente pediu aos líderes religiosos para tirarem seus investimentos das empresas exploradoras de combustíveis fósseis.

A 350.org e seus parceiros estão incentivando instituições e indivíduos a se comprometerem em desinvestir em combustíveis fósseis e a investir em soluções climáticas para esta reunião de Cúpula das Nações Unidas sobre o Clima a ocorrer no mês de setembro em Nova York.

Espera-se que mais de 100 mil pessoas participem de uma enorme mobilização, a Marca Climática dos Povos, no domingo, 21 de setembro, apenas dois dias antes da reunião de cúpula, com centenas de ações coordenadas acontecendo no mesmo fim de semana em todo o mundo.

Confira a petição aqui: http://act.350.org/sign/divest_vatican/

Para mais informações sobre a 350.org, confira aqui: http://350.org/

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