''Armas e dinheiro: ninguém os impediu'', afirma enviado do papa

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25 Agosto 2014

O prefeito da Congregação da Propaganda Fide afirma: "A decapitação do jornalista norte-americano Foley é um ato de barbárie desumana que infelizmente eu já vi no passado".

A reportagem é de Marco Ansaldo, publicada no jornal La Repubblica, 22-08-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eminência, o senhor viu o vídeo de horror, com a decapitação do jornalista norte-americano James Foley?

O cardeal Fernando Filoni, que hoje, como prefeito da Congregação da Propaganda Fide, é o "papa vermelho" pelos poderes extraordinários conferidos a ele, mas que, durante a guerra no Iraque, foi o núncio vaticano que não quis abandonar Bagdá sob as bombas, se detém por um segundo.

"Infelizmente, eu vi as imagens – respondeu –, mas não por inteiro, não até o fim. Você deve se lembrar de quantas foram, depois do conflito no Iraque, as pessoas mortas e sequestradas, incluindo italianos."

E o que mudou depois de mais de dez anos?

A metodologia é a mesma. Então, podemos nos perguntar: quanto tempo será preciso para que esse horror passe? Olhamos para o homicídio desse pobre jornalista e vemos que esses atos de barbárie desumana, que geram raiva, continuam se repetindo. Mas cuidado para não se deixar enganar pela mesma violência, porque a esperança nunca pode nos abandonar. Quem nunca foi tocado por esses atos não sabe disso. Mas, para nós, infelizmente, é a repetição de uma situação já vista.

No Vaticano, Filoni acaba de ser recebido pelo Papa Francisco depois de voltar da missão de uma semana no Iraque. O pontífice escreveu uma carta ao presidente iraquiano, Fuad Masum: "Renovo o meu apelo àqueles que têm responsabilidades políticas para que usem todos os meios para resolver a crise humanitária".

O papa irá ao Curdistão, como ele mencionou no voo de volta da viagem apostólica a Coreia?

Veja, quando o Santo Padre me confiou essa missão, ele não me disse isso, mas eu intuí que ele queria ir. O fato de ter enviado para lá um enviado pessoal seu revela a sua atitude: se pudesse, ele mesmo iria. Agora caberá a ele avaliar.

Francisco falou de "deter o agressor injusto". É o tema da guerra justa. O senhor falou com ele?

Não discutimos muito sobre isso. Ele, na audiência, ao contrário, quis conhecer o meu relatório. Era ele quem me ouvia, mais do que falava.

Mas quando ele confiou a missão, o que lhe disse?

Uma coisa que eu gosto que seja destacada. O papa nunca me disse: "Vá ao encontro dos cristãos". Não, mas: "Vá ao encontro de todas as minorias". Por isso, a Igreja tomou a peito a situação de todos.

Por exemplo?

Eu fui ao encontro dos yazidi, dos seus sábios, esses veneráveis com as barbas longas. Encontrei-os cheios de sofrimento, de lágrimas. Eles me disseram: "Nós não temos mais força nem voz. Por favor, sejam a nossa voz". Eis porque, como Igreja, estamos falando em favor de todos: pelos yazidi e pelos xiitas expulsos dos vilarejos, pelos sabeus e pelos shaba. E também por aqueles sunitas que não aceitam essa onda de terrorismo.

E quando aqueles que fugiram poderão voltar para casa?

A aspiração de muitos é a de voltar, desde que haja uma segurança internacional. Alguns sonham em pegar o avião e poder voar para outros lugares. A Igreja assumiu uma posição muito clara: não podemos organizar nada sob esse perfil.

Quem move os terroristas, na sua opinião?

Esses grupos operam mostrando-se bem fornecidos de armas e de dinheiro. A pergunta é: como é possível que essa passagem de recursos escapou daqueles que têm o dever de controlar e que movem as coisas de longe. Uma resposta difícil, por enquanto, de ser encontrada.

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