Hiroshima marca 69 anos desde a devastação do ataque nuclear dos EUA

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Por: Jonas | 07 Agosto 2014

A cidade de Hiroshima, no Japão, marca os 69 anos desde o devastador ataque dos Estados Unidos com a bomba nuclear, nesta quarta-feira. O evento é lembrado como denúncia do belicismo imperialista e do crime contra a humanidade. A presidenta do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) Socorro Gomes, que deu declarações ao portal  Vermelho, tem sido uma das vozes firmes no apelo à memória como forma de evitar a repetição devastadora.

 
Fonte: http://goo.gl/IyAvqr  

A reportagem é publicada pelo jornal Correio do Brasil, 06-08-2014.

Marcar anualmente o evento criminoso contra o povo japonês de Hiroshima e de Nagasaki, com o despejo das bombas nucleares pelos Estados Unidos quando já finalizada a Segunda Guerra Mundial, “contribuiu para a crescente consciência universal que conduziu a luta dos povos, ao longo de décadas, pela paz mundial, em oposição às guerras imperialistas,” garante Socorro Gomes.

- Desde os ataques massivos genocidas sobre Hiroshima e Nagasaki, a resposta mundial a essa arrogância também promoveu o clamor pelo desarmamento nuclear. O Conselho Mundial da Paz e todas as organizações que o integram estão engajados ativamente nesta luta – continua.

Na ocasião, as bombas nucleares despejadas pelos Estados Unidos mataram entre 100 a 166 mil pessoas em Hiroshima e cerca de 80 mil pessoas em Nagasaki, atingida três dias depois, em 9 de agosto. Ao todo, o massacre perpetrado pelos EUA tirou a vida de 180 a 240 mil pessoas nas duas cidades.

Na manhã de 6 de agosto de 1945, a bomba atômica intitulada “Garotinho” foi despejada no centro de Hiroshima. Com a energia estimada em 16 quilo-toneladas e construída com urânio 235 e núcleo de plutônio, seus raios de calor e a explosão queimaram completamente ou destruíram parcialmente 90% das 76 mil casas na cidade, de acordo com o Museu do Memorial da Paz de Hiroshima.

A instituição divulga documentação sobre a reconstrução da cidade e a promoção de uma “educação para a paz” através de várias atividades e informações pedagógicas, além de participar ativamente da campanha pelo desarmamento mundial, luta à qual também se dedica do CMP.

Socorro Gomes destaca que os Estados Unidos ainda controlam um gigantesco arsenal atômico e se recusam a renunciar ao armamento. O CMP denuncia que os países detentores de armas atômicas as utilizam na chantagem global, ameaçando povos e nações, enquanto buscam impedir que outros países desenvolvam a tecnologia nuclear com fins pacíficos, concentrando, assim, o conhecimento e o lucro desta atividade.

- Eles tentam impedir, de forma hipócrita, que outros países usem esta tecnologia para fins pacíficos, como na medicina ou na produção de energia. Querem ter lucro com essa indústria nuclear pacífica. É uma tecnologia de ponta, que desejam dominar sozinhos. Por isso usam o discurso da ameaça de bomba atômica em nações onde isso não existe, como no caso do Irã – diz Socorro.

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