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10 Julho 2014

A atualidade da figura de Montini está na importância de formar os jovens para o bem comum e para uma sensibilidade à política.

A reportagem é de Luca Rolandi, publicada no sítio Vino Nuovo, 08-07-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No dia 19 de outubro, teremos um novo papa bem-aventurado, Giovanni Battista Montini, o papa do diálogo, do Concílio e da busca, da dúvida e do esforço para conjugar modernidade e evangelho.

Há alguns dias – por ocasião do aniversário da sua eleição – a Federação Universitária Católica Italiana (Fuci) e a Fundação Fuci, rememorando o profundo vínculo com Montini, lembraram Paulo VI, fazendo memória do porte cultural e espiritual da marca indelével deixada pelo então padre da Bréscia à experiência federativa.

Giovanni Battista Montini, de fato, acompanhou gerações de fucini [membros da Fuci] na maturação de uma verdadeira "consciência universitária", isto é, ao reconhecer o tempo do estudo como uma oportunidade de vida plena, lugar de responsabilidade e de oração.

Uma consciência, mais do que nunca necessária ainda hoje, para transformar o cansaço, a crise do pensamento e do conhecimento, finalizada à promoção humana e não ao consumo indiscriminado de bens, para um desenvolvimento harmonioso e a construção de uma sociedade em que a paz e a esperança estejam unidas.

Na Itália de meados do século XX, que sentia a exigência de muitas necessidades materiais e de obras sociais, Paulo VI considerou prioritária a importância da caridade da inteligência, propondo uma ajuda de pensamento, sentindo que esse era um modo de dar testemunho da fé cristã e de responder às exigências do momento.

A modernidade e a atualidade do pensamento de Paulo VI estão na importância de formar os jovens para o bem comum e para uma sensibilidade à política: hoje, mais do que nunca, há a necessidade de recomeçar a partir da formação das consciências. Os presidentes atuais da Federação lembram isso, e é patrimônio daqueles que tiveram a possibilidade e o dom de se envolver, no tempo universitário, com a associação.

Também gostaria de lembrar de Montini a dimensão presbiteral, o papel do padre na comunidade. A altíssima concepção montiniana do sacerdote – homem do encontro, do diálogo, do serviço: em uma palavra, do amor pastoral – ainda pode ajudar os padres e os leigos hoje. E também aqueles que vivem um momento de desconforto na dignidade sublime que lhes é conferida.

Os escritos de Montini aos padres ambrosianos e aos de todo o mundo podem nos ajudar a reencontrar uma viva consciência do mandato e uma renovada tensão moral. Paulo VI é um buscador vocacional especialista e um educador muito sensível, e as suas indicações para os jovens – ricas em tantas ênfases, também psicológicas, sobre as quais ele foi realmente um precursor – ainda estão cheios de frescor e de impulso para o futuro.

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