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Por: André | 27 Junho 2014

Alguns defensores da causa animal adotam posições bem radicais, entre eles, o filósofo Peter Singer.

A reportagem é de Pascal Paillardet e está publicada na revista francesa La Vie, 13-03-2014. A tradução é de André Langer.

Apareceu, em 1970, no ensaio “Especismo”, do psicólogo Richard Ryder, a palavra “especismo”, que introduz a ideia de uma discriminação fundada sobre o critério de uma hierarquia entre as espécies. Forjado em analogia ao sexismo e o racismo, ao qual é assimilado por seus detratores, esse termo é definido como uma “atitude que consiste em recusar indevidamente o respeito à vida, à dignidade ou às necessidades dos animais pertencentes a outras espécies que não a humana” (The Oxford Dictionary of Philosophy, 1994).

Defensor do especismo, o filósofo australiano Peter Singer assume uma posição moral que recusa conceder um valor sagrado ao homem e se opõe a uma ideologia que justifica a exploração dos animais pelos humanos. Segundo esse pensador, caso se reclame uma ética utilitarista, o valor da existência não é a mesma para todos os animas. Entretanto, todos são iguais diante do sofrimento. Trata-se de conceder a eles a mesma consideração que ao ser humano.

Discutido entre os próprios defensores da causa animal, Peter Singer é o autor de Libertação Animal (Martins Fontes, 2010) [escrito originalmente em 1975], uma obra com ideias às vezes radicais, na qual preconiza, por exemplo, o regime vegetariano como um ideal ético: “A discriminação exercida contra os animais exclusivamente por sua espécie é uma espécie de preconceito, forma imoral e indefensável, da mesma maneira que é imoral e indefensável a discriminação por raça”, escreve nesse livro.

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