Eleição na Índia reconfigura o mundo

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22 Maio 2014

"Modi continua sendo um enigma. Ele é um homem de ação, um nacionalista e um membro engajado do movimento Hindutvab É difícil acreditar que ele assumirá o mesmo tipo de moderação diplomática praticada por Singh diante do incentivo paquistanês ao terrorismo", escreve Martin Wolf, editor e principal analista econômico do FT, em artigo publicado pelo jornal Valor, 21-05-2014.

Segundo o jornalista, "é impossível saber o que ele poderá significar para as relações entre os diferentes grupos sociais que compõem a comunidade indiana. Ninguém sabe, também, até que ponto ele sente-se obrigado a recompensar o empresariado pelo apoio deles recebido em sua campanha. Mas uma coisa é certa: na Índia, o jogo mudou".

Eis o artigo.

Surjit Bhalla, um economista indiano, escreveu-me dizendo que o pleito disputado na Índia foi "a eleição mais importante na história do mundo". Discordo: as eleições de Abraham Lincoln e Franklin Delano Roosevelt foram mais relevantes. Mas a ideia não é absurda. A Índia tem uma população de 1,27 bilhão de habitantes. Em breve ultrapassará a China como país mais populoso. Se a eleição de Narendra Modi vier a transformar a Índia, transformará o mundo.

Já é possível identificar pelo menos três maneiras segundo as quais a eleição foi notável.

Em primeiro lugar, a Índia demonstrou a virtude sinalizadora da democracia: transferência pacífica de poder legítimo. Que isso seja possível num país tão vasto, diversificado e pobre é uma conquista política inspiradora.

Em segundo lugar, os indianos rejeitaram a política dinástica do Partido do Congresso, que, infe lizmente, levou a um fim melancólico o ilustre serviço público de Manmohan Singh, um homem que conheci e admirei por quatro décadas. O governo mais importante com o Partido do Congresso no poder desde os dias de Jawaharlal Nehru foi o de Narasimha Rao, no início de 1990, quando Singh foi um ministro das Finanças reformador. Se Modi for bem-sucedido, será porque ele construirá em cima daquela base. O Partido do Congresso ainda tem a melhor chance de ser o forte partido secular de que a Índia necessita, mas somente se libertar-se de sua dependência em relação à família Gandhi.

Em terceiro lugar, Modi é um "self-made man". Apesar de seu partido ter ganho apenas 31% dos votos, ele obteve uma maioria esmagadora na Câmara baixa. Ele conseguiu esse feito prometendo disseminar pelo resto do país os sucessos vistos em Gujarat. Há um debate, na Índia, sobre se Gujarat é o modelo que alega-se ser. Entretanto, esse não é o aspecto principal. O mais importante é que os indianos escolheram um homem que promete melhorar as suas vidas e não por sua origem. Esse é um sinal da transformação da Índia no último quarto de século.

O governo que termina é condenado como sendo um fracasso. No entanto, como aponta Shankar Acharya, ex-assessor econômico do governo indiano na década de 1990, "o crescimento econômico teve uma média de 7,5% ao ano, o mais rápido em qualquer década da história. Esse rápido crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) elevou a renda média em quase 75%, em rúpias ajustadas pela inflação". Isso parece bom. Mas, acrescenta Acharya, também mascara a verdade.

O crescimento esfriou substancialmente nos últimos três anos "por causa do acúmulo de políticas econômicas inadequadas", ao passo que a inflação nos preços ao consumidor subiu para entre 9% e 11% nos últimos cinco anos. Ao mesmo tempo, diz Acharya, as políticas do governo tornaram-se cada vez piores. Ele cita os gastos exorbitantes com subsídios ao petróleo, alimentos e fertilizantes, desperdício em programas de benefícios sociais, acordos envolvendo indenizações exorbitantes e enormes déficits fiscais. Outros insucessos são a recusa em eliminar os desincentivos ao emprego, capitalismo de compadrio, regulamentação casuística, tributação retroativa, saltos excessivos nos preços de aquisição de alimentos e corrupção.

Acharya argumenta que tudo isso tem contribuído para criar uma herança assustadora: insucesso em criar emprego para os 10 milhões de jovens que entram no mercado de trabalho a cada ano; estagnação no setor de manufatura; infraestrutura inadequada; projetos substancialmente incompletos; vulnerabilidade da agricultura devido ao estresse hídrico; má execução de programas de benefícios sociais; debilidade das finanças externas do país; e maior deterioração na qualidade da própria governança.

Acharya é um analista comedido da realidade econômica indiana que trabalhou intimamente com Singh na década de 1990. Sua avaliação condenatória é persuasiva. Mas a Índia pode, com certeza, fazer melhor. As estimativas mais recentes sugerem que o PIB per capita é apenas um décimo do americano e metade do chinês. Deve ser possível para esse país, avançar ainda mais rápido para eliminar o atraso.

Modi foi eleito, acima de tudo, para acelerar o desenvolvimento. Mas se lembrarmos o fracasso da campanha "Índia brilhante", de seu partido Bharatiya Janata, uma década atrás, concluiremos que Modi precisa acelerar o desenvolvimento de maneira a beneficiar a grande maioria da população, e não apenas suas elites.

Não está claro se Modi está à altura desses grandes desafios nesse país vasto e complexo. Seu lema - "menos governo e mais governança" - capturou o clima de opinião pública. Mas não está claro o que, na prática, isso significa.

Uma análise do JPMorgan sugere que, na realidade, "há uma notável convergência nas grandes linhas de pensamento econômico" entre os dois principais partidos. A diferença, se assim for, pode estar mais na implementação, uma área que os partidários de Modi também enfatizam. Isso sugere que o imposto sobre bens e serviços (um imposto nacional sobre valor adicionado) poderá ser posto em vigor, projetos de investimento podem ser acelerados, os preços de energia podem ser liberalizados, ações de empresas públicas podem ser vendidas - embora sem privatização total - e a consolidação fiscal poderá ser acelerada.

Isso seria positivo, mas provavelmente insuficiente para promover a aceleração necessária no crescimento e na geração de empregos. Mais reformas vitais são necessárias em regulamentação do emprego, em educação e em infraestrutura, com o objetivo de transformar a Índia numa base de manufatura intensiva em mão de obra. Com a elevação dos salários na China, essa é uma ambição plausível. Melhorias na imposição das leis são cruciais. A agricultura necessita grandes avanços, entre elas a criação de uma cadeia de suprimentos mais moderna. Os Estados precisam ser obrigados a competir entre si na disputa por pessoas, capital e tecnologia.

Essa eleição poderá revelar-se um grande passo para a modernização da economia da Índia - uma iniciativa anteriormente implementada em 1991. Mas esta rodada de reformas também será muito mais difícil do que aquela. Não se trata, agora, apenas de tirar o Estado do caminho. Tem mais a ver com como transformar o governo em servo eficaz e honesto do povo indiano. Esse desafio é, possivelmente, uma ordem de magnitude mais desafiadora do que aquelas que Modi superou em Gujarat.

Modi continua sendo um enigma. Ele é um homem de ação, um nacionalista e um membro engajado do movimento Hindutvab É difícil acreditar que ele assumirá o mesmo tipo de moderação diplomática praticada por Singh diante do incentivo paquistanês ao terrorismo. É impossível saber o que ele poderá significar para as relações entre os diferentes grupos sociais que compõem a comunidade indiana. Ninguém sabe, também, até que ponto ele sente-se obrigado a recompensar o empresariado pelo apoio deles recebido em sua campanha. Mas uma coisa é certa: na Índia, o jogo mudou. Preste atenção.

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Eleição na Índia reconfigura o mundo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

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