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Por: Caroline | 05 Mai 2014

Nos países da região que têm um governo de centro-esquerda os principais atos foram realizados em apoio aos processos pelos quais os mesmos passam atualmente. As forças opositoras também manifestaram-se. No restante, a rua serviu para dar maior amplitude às reclamações cotidianas.

A reportagem é publicada por Página/12, 02-05-2014. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/GrM1He

Com diferentes atos foi celebrado, na quinta-feira, o Dia do Trabalho na América Latina. Na Venezuela, frente uma grande concentração de trabalhadores simpatizantes (foto), o presidente Nicolás Maduro perguntou o que faria a classe trabalhadora se um dia se levantasse com a notícia de que o presidente constitucional da República foi deposto de seu cargo. “A classe trabalhadora reconheceria outro governo? A classe trabalhadora seguiria trabalhando para outro governo? Então entraríamos nesses momentos, nesses caminhos [nos quais] seria da alçada do povo decidir o que fazer”, assinalou o presidente. Além disso, milhares de simpatizantes chavistas marcharam em Caracas para agradecer ao presidente o aumento salarial mínimo ortogado na terça. A oposição concentrou-se em outro setor da capital para protestar pela crise econômica. Cerca de 3 mil manifestantes envoltos em bandeiras venezuelanas e carregando cartazes com referência a inflação, a escassez de alimentos e a insegurança, marcharam ao som de apitos e cornetas no leste da cidade,  um reduto da oposição.

Para encarar a inflação, que está próxima aos 60% anual, a mais alta de América Latina, Maduro anunciou esta semana um aumento de 30% no salário mínimo, que está em 675 dólares mensais e o cambio oficial de 6,3 bolívares por dólar e apenas em 60 dólares a taxa de mercado paralelo. “Não é normal que se durma nos supermercados para fazer uma fila por alimento”, o que “não queremos é um aumento de mentira, enquanto os preços são de verdade”, foram os slogans que os opositores agitaram em seus cartazes.

De sua parte, Maduro respondeu as perguntas lançadas por ele no ato central pelo Dia do Trabalhador. “A classe trabalhadora tem que ter claro, e eu estou certo de que vocês o fariam. Estou muito seguro sobre o que faria a classe trabalhadora, e tenho certeza de que faria a força armada nacional bolivariana se algum dia pretendesse impor-lhes o regime fascista, pinochetista, pró-imperialista”, indicou. E disse estar certo de que se algum dia o império impusesse na Venezuela um regime pró-imperialista, a classe trabalhadora proletária não produziria uma gota de petróleo a mais para a oligarquia e o imperialismo. “Tenho certeza de que o povo decretaria uma greve geral e iria para a revolta cívico-militar”, assegurou.

No Brasil, a Central Única dos Trabalhadores (CUT, a maior organização sindical do país) respaldou, em um ato em São Paulo, o governo da presidenta Dilma Rousseff, que anunciou ontem um aumento de 10% para um subsídio mensal recebido por cerca de 36 milhões de pobres, e uma futura diminuição da carga do imposto sobre os salários. Os anúncios feitos por Rousseff foram criticados durante o ato, também em São Paulo, a Força Sindical, a segunda central trabalhista do país, e principal pré-candidato de oposição a presidência, o socialdemocrata Aécio Neves, opinou que o anunciou reflete “o desespero de um governo acusado por sucessivas denuncias de corrupção”.

No Uruguai, a Central Sindical Única PIT-CNT, em sua tradicional marcha por Montevidéu, reconheceu que desde 2005 (quando acendeu ao governo a Frente Ampla) na data, ocorreram mudanças substanciais nas relações trabalhistas, ainda que “não haja ninguém no país que tenha o programa da classe trabalhadora”, disse o secretário executivo, Gabriel Molina. No Chile, a Central Unitária de Trabalhadores (CUT) manifestou seu apoio as reformas impulsionadas pelo governo de Michelle Bachelet, mas advertiu que vigiará para que o cumpram. “Somos e seremos os mais leais com as transformações que o Chile demanda e os que mais pressionarão para que se cumpra o programa de governo”, disse a presidenta da CUT, Bárbara Figueroa.

No Paraguai as organizações sindicais celebraram separadamente. A Central Nacional de Trabalhadores (CNT), que assiste ao diálogo com o governo instalado após a greve geral de 26 de março, realizou uma missa com o ministro do Trabalho, Guillermo Sosa, e paralelamente denunciou a demissão de trabalhadores por suas atividades sindicais e subcontratações e terceirizações que violam os direitos trabalhistas.

“Denunciamos os líderes submissos que constroem a mesa de negociações”, afirmou Eduardo Ojeda, presidente da Corrente Sindical Classista (CSC) que organizou seu próprio ato, enquanto outras organizações realizaram uma concentração em frente ao Panteão dos Heróis, onde descansam os restos mortais de alguns ex-presidentes paraguaios.

Na Bolívia, o presidente Evo Morales encabeçou uma numerosa marcha que terminou na praça principal de La Paz, onde assinou o decreto que oficializa os aumentos corrigidos com a Central Trabalhista Boliviana (COB), de 10% para os salários em geral e de 20% para o mínimo nacional, que passa de 1.200 para 1.440 bolivianos (cerca de 220 dólares).

No Peru, centenas de trabalhadores do seguro estatal de saúde EsSalud, protestaram em Lima contra o governo do presidente Ollanta Humala pela “má administração” atribuída a esse órgão. A Confederação Geral dos Trabalhadores (CGTP) tinha previsto realizar uma concentração  no centro da capital contra o modelo econômico e em solicitação por medidas efetivas contra a criminalidade.

Em Cuba foi realizado o tradicional e numeroso desfile na Praça da Revolução, em Havana, onde o presidente Raul Castro reiterou as críticas aos Estados Unidos e a adesão ao governo da Venezuela, contudo não houve anúncios de parte das autoridades nem reivindicações dos manifestantes. Na Colômbia, as centrais trabalhistas levaram o slogan: “pela paz, pelo trabalho decente e pela vida digna” e, no Equador, rejeitaram um projeto de reforma do Colégio Trabalhista impulsionado pelo governo e que, de acordo com o presidente Rafael Correa, foi pensado “em função das necessidades dos trabalhadores”.

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