Suíça: a unidade entre as Igrejas começa no batismo

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30 Abril 2014

"Unidos no único batismo", dissera o Papa Francisco dirigindo em maio passado a Tawadros II, patriarca copta ortodoxo de Alexandria, durante a sua visita a Roma. Uma visita que se inseria no caminho ecumênico iniciado com o Concílio Vaticano II e explicitado no diálogo teológico em diversos níveis. Mas o caminho ecumênico avança em pequenos e grandes passos – o importante é que não se retrocede – também entre as outras Igrejas, particularmente os "irmãos separados" da Reforma.

A reportagem é de Maria Teresa Pontara Pederiva, publicada no sítio Vatican Insider, 26-04-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Outra importante peça do mosaico da unidade foi acrescentada no dia 21 de abril, Segunda-feira de Páscoa, na Suíça, em Riva San Vitale, no cantão de Ticino. A uma distância de 41 anos do acordo de recíproco reconhecimento do batismo entre os responsáveis das três principais Igrejas da Suíça – a Igreja Católica Romana (representada pela Conferência Episcopal), a Igreja Evangélica Reformada e a Igreja Católica Cristã (membro da União de Utrecht) – durante uma celebração das Vésperas de caráter ecumênico, foi celebrada a renovação e a ampliação do reconhecimento recíproco do batismo entre as Igrejas que fazem parte da "Comunidade de Trabalho das Igrejas Cristãs na Suíça".

O documento foi assinado pelos representantes da Conferência dos Bispos da Suíça, da Federação das Igrejas Evangélicas, da Igreja Católica Cristã, da Igreja Anglicana e da Federação das Igrejas Evangélicas Luteranas da Suíça e de Liechtenstein.

Foi significativa a escolha do local: o batistério de São João (foto acima), da igreja paroquial de Riva San Vitale, que remonta ao século V, é o mais antigo edifício cristão ainda totalmente conservado na Suíça, um dos exemplos mais belos da arquitetura paleocristã.

A grande fonte octogonal colocada no centro, à qual se acedia através de dois degraus para receber o batismo por imersão, foi substituído em torno do ano 1000 por uma banheira monolítica, depois de uma das inúmeras modificações da liturgia do rito batismal que se seguiram ao longo dos séculos.

Se as três principais Igrejas já haviam ratificado o reconhecimento de um único batismo em 1973, agora ele se estende também às confissões anglicana e luterana, enquanto o reconhecimento do batismo entre as Igrejas ortodoxas e as outras confissões cristãs já é efetivo.

O verbo "batizar" aparece em 36 versículos dos Evangelhos – lembra Mons. Lodovico Maule, pároco da Catedral de San Vigilio, de Trento –, mas apenas dois deles são normativos: Mateus 28, 19 ("Portanto,  vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo") e Marcos 16, 16 (" Quem acreditar e for batizado, será salvo"), aos quais se acrescentam um versículo de João que fala a respeito do batismo implicitamente: "Em verdade vos digo que ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nasce da água e do Espírito" (Jo 3, 5), e é a resposta a Nicodemos.

Nos Atos dos Apóstolos, o batismo é o gesto que acompanha a difusão da fé cristã (e se repete em 23 versículos) e assim ao longo da história do cristianismo.

Na Igreja primitiva, até o século V, o rito, como tal, era um banho de água em uma banheira cavada no chão (túmulo pascal), ao qual se seguia a confirmação e a celebração eucarística.

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