O Papa, com a Fundação Libera, encontra os familiares das vítimas das máfias

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Por: André | 18 Março 2014

O Papa Francisco reunir-se-á com os participantes do encontro promovido pela Fundação italiana Libera, presidida pelo padre Luigi Ciotti. O anúncio foi feito na manhã do sábado, 15, pela Sala de Imprensa do Vaticano. O encontro acontecerá na sexta-feira, 21 de março, às 17h30, na Igreja de São Gregório VII, na Via Gregório VII, a poucos metros do Vaticano. Os familiares das vítimas inocentes das máfias saudarão o Papa um dia antes da XIX Jornada da Memória e do Compromisso, em memória das vítimas inocentes das máfias, que acontecerá em Latina, no dia 22 de março.

 
Fonte: http://bit.ly/1o6xtnA  

A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada no sítio Vatican Insider, 15-04-2014. A tradução é de André Langer.

Em 21 de janeiro passado, Francisco recebeu na Casa Santa Marta o padre Ciotti e falaram sobre a “necessidade de um maior compromisso para apoiar as pessoas pobres e frágeis, marcadas pela violência e pela injustiça, com particular atenção nas atividades para defender as mulheres vítimas do tráfico de pessoas”.

Em um segundo encontro participaram também Marcello Cozzi e Tonio Dall’Olio, padres ativos na Libera, e discutiram juntos sobre a luta contra as máfias e a corrupção, além do apoio aos familiares das vítimas do crime organizado. Francisco mostrou-se muito sensível a este argumento.

O presente do Papa, comentou Ciotti é “muito maior porque precede, abre, a Jornada da Memória e do Compromisso. O dia 21 de março é para eles (e seria bonito que se convertesse em algo institucional para todos os italianos) o dia em que os seus entes queridos em muitas cidades da Itália os chamam um a um por seus nomes, em um apelo dirigido às consciências de todos. Estes nomes são pronunciados, mas, na realidade, são esses nomes que nos chamam”.

“A disponibilidade do Papa para acompanhar os familiares neste momento cheio de dor, mas também de esperança – continuou o sacerdote – é sinal de uma atenção e de uma sensibilidade que eles apreciaram desde o primeiro momento. Atenção para com toda a humanidade frágil e ferida. Mas, cuidado, também pelo tema específico das máfias, da corrupção, de todas as formas de injustiça que negam a dignidade humana. Voz de uma Igreja que une o céu e a terra, e que da denúncia faz um anúncio de salvação. Muitas das vítimas eram ‘justos’. Pessoas que não duvidaram em colocar a própria vida a serviço da vida dos outros, inclusive ao preço de perdê-la. É esta justiça das consciências, antes que a das leis, o presente que nos deixaram. Compartilhá-lo é nosso trabalho cotidiano. Compartilhá-lo com o Papa Francisco – concluiu Ciotti – é a maior das alegrias”.

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