O “não” às marchas na Venezuela

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Por: Caroline | 14 Março 2014

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, avisou que enquanto continuarem as barricadas e os atos de violência, os atos não serão permitidos em Caracas. No estado de Carabobo, na região central do país, já houve dois mortos.

A reportagem é publicada por Página/12, 13-03-2014. A tradução é do Cepat.

Fonte:http://goo.gl/Uxagrv

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou que não haverá marchas da oposição em Caracas. “Enquanto houver barricadas, o golpe engatilhado e a Mesa da Unidade (MUD, da oposição) continuar se negando em dialogar, as marchas da direita não entram em Caracas”, afirmou o presidente sobre as manifestações da oposição. Um estudante e um integrante da guarda nacional perderam a vida ontem na cidade de Valencia, capital do estado de Carabobo, supostamente em um dos dias de protestos, como informou o governador do estado, Francisco Ameliach. “Franco-atiradores atiraram em plena via contra seu próprio grupo, que estava armando as barricadas e, lamentavelmente, há um falecido e vários feridos”, disse o governador ao canal estatal VTV. Ele também comentou que não poderia revelar o nome da primeira pessoa que perdeu a vida porque ainda havia uma confusão sobre sua identidade.

Maduro insistiu que as marchas da oposição não estão autorizadas porque neles há diferentes grupos infiltrados. “Chegam os ‘chukys’ com suas mochilas, acabam com o centro de Caracas e ninguém é responsável”, enfatizou fazendo alusão ao personagem de ficção que utilizou para definir os grupos violentos.

“Enquanto este golpe estiver engatilhado, enquanto existiram as ‘guarimbas’ (barricadas) fascistas queimando parte dos territórios governados pela oposição, enquanto a MUD não se sentar para dialogar, os atos não entrarão em Caracas e podem me chamar da forma que quiserem, não me importa”, advertiu. O presidente venezuelano reiterou seu chamado à oposição para participar na Conferência de Paz, lançada na busca da superação da crise que vive o país em decorrência dos protestos. Todavia essa iniciativa foi rechaçada pelos seus adversários, que consideraram que ela não é verdadeira e que não se desenvolve em condições de igualdade.

O secretario de Estado norte-americano, John Kerry, assegurou que seu país se reserva a opção de impor sanções à Venezuela. “Estamos preparados, caso seja necessário, para convocar a Carta Democrática na OEA (Organização de Estados Americanos) o que implicaria em várias formas de sanções, mas a sua economia já está muito frágil”, disse Kerry em uma audiência com o Comitê de Gastos da Câmara de Representantes.

“Por isso nossa esperança está em que os esforços dos países vizinhos, que estão profundamente preocupados, tenham a capacidade de acalmar o diálogo necessário para avançar, sem que os Estados Unidos tenham que recorrer a sanções ou outras medidas”, acrescentou.

O chefe da diplomacia estadunidense explicou que o governo de Barack Obama está em contato com os países vizinhos a Venezuela, para buscar encontrar formas de apoiar o país em um diálogo que diminua as tensões que vive desde o início dos protestos da oposição, no dia 12 de fevereiro deste ano. “Dado que o governo da Venezuela não escuta as recomendações dos Estados Unidos, isto é, a de impulsionar um diálogo com a mediação de um terceiro, Washington confia em que a pressão dos outros países do continente possa ser de grande ajuda”, indicou Kerry.

De sua parte, o chanceler venezuelano, Elías Jaua, afirmou ontem que os países da União Sul-americana de Nações (Unasul) ofereceram seu apoio para garantir a paz em seu país. “Na América Latina, e especialmente na região sul-americana, já não há espaço para os golpes violentos”, afirmou o chefe diplomático, em declarações a Telesur de Santiago, Chile. Suas afirmações coincidem com o que expressou ontem a presidenta chilena, Michelle Bachelet, que está novamente no poder. “Não apoiaremos nenhum movimento que queira derrubar um governo eleito democraticamente”, destacou.

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva advogou pelo diálogo na Venezuela, em uma carta que enviou a Nicolás Maduro em cinco de março, ao completar um ano da morte do ex-presidente Hugo Cháves, divulgada anteontem pelo próprio Maduro. Na carta, Lula relembra que sempre esteve junto ao falecido líder nas “batalhas por uma América Latina mais justa e soberana” e convida Maduro a manter vivo esse legado. O brasileiro, que manteve uma estreita relação com Chávez, observa que desde a chegada do líder bolivariano no poder, em 1999, o chavismo enfrentou a crise e as dificuldades, ambas superadas através da participação popular e do respeito à Constituição. “Não tenho dúvidas, companheiro Maduro, de que esse corpo de ideias e experiências constituiu um guia de conduta de seu governo e do povo venezuelano em este momento delicado de sua história”.

“Obrigada companheiro Lula por esta carta tão amorosa que me você me enviou. Muito Obrigado”, escreveu. Fontes do governo brasileiro disseram, nas últimas semanas, que o Brasil defende o princípio de não interferência nos assuntos internos da Venezuela onde, há alguns meses, ocorrem os protestos contra Maduro e que, até o momento, resultaram em 25 mortos, muitos feridos e detidos”.

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