Obra da Arena da Amazônia chega a R$ 757,5 milhões

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12 Março 2014

Com custo de R$ 258 milhões acima do que foi inicialmente anunciado pelo Governo em 2010, a Arena da Amazônia foi inaugurada ontem. A obra, orçada em R$ 499,5 milhões, somando aditivo, reajustes, serviços complementares e consultoria técnica totaliza, até o momento, R$ 757,5 milhões, o que representa um acréscimo de 51,7%, segundo dados do Sistema de Acompanhamento de Obras do Governo do Estado (Sicop).

A reportagem é de Luciano Falbo, publicada pelo jornal A Crítica, 10-02-2014.

Executadas pela construtora Andrade Gutierrez, as obras de engenharia civil, cobertura metálica, estruturas elétricas, instalação do sistema de ar condicionado e de segurança e de outros ambientes foram orçadas no contrato firmado em 1 de julho de 2010 em R$ 499,5 milhões. O projeto recebeu aditivo de R$ 94,6 milhões. E depois reajustes de R$ 111 milhões. Só esse contrato, de acordo com o Sicop, que pode ser acessado na página da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinf), totaliza R$ 705,1 milhões. Desse valor já foram medidos (considerados realizados pela Seinf) R$ 664 milhões. Resta ainda um saldo de R$ 41,1 milhões.

A Seinf firmou um segundo contrato com a Andrade Gutierrez no valor de R$ 51,9 milhões para obras complementares da Arena da Amazônia para atender “os novos requisitos do caderno de encargos da Federação Internacional de Futebol (Fifa)”. De acordo com o Sicop, já foram executados R$ 42,2 milhões, restando um saldo de R$ 9,7 milhões. Existe ainda um terceiro contrato para o estádio de futebol no valor de R$ 409,1 milhões. Foi celebrado com a empresa Sustentech Desenvolvimento Sustentável.

Refere-se à consultoria técnica durante o desenvolvimento dos projetos das obras nos conceitos de construção sustentável, eficiência energética e certificação de desempenho ambiental exigidos pelo U.S. Green Building Council. Do valor de R$ 409,1 mil, já foram medidos R$ 128,7 mil.

Nas contas do coordenador da Unidade Gestora dos Projetos da Copa (UGP-Copa), Miguel Capobiango, o valor total da obra ficou em R$ 594 milhões. “Na verdade é 605 (milhões de reais), com o Recopa (programa de regime diferenciado de tributação instituído pela lei federal 12.350/10). Deve ter alguma confusão aí. O site do Ministério do Esporte andou divulgando 669 (milhões de reais). Eles estão contando duas vezes o valor de projeto e gerenciamento”, afirmou Capobiango.

De acordo com Capobiango, o valor do contrato de execução da obra somado com contratos de projetos de gerenciamento do empreendimento ficou em R$ 628 milhões. Desse valor, R$ 34 milhões se referem aos projetos de gerenciamento.

Com o a área liberada para o público lotada, o governador Omar Aziz (PSD) inaugurou a arena, no campo do estádio, acompanhado do vice, José Melo, do ministro do Esporte Aldo Rebelo (PCdoB), do prefeito Artur Neto (PSDB), da senadora Vanessa Graziotin (PCdoB), do senador Alfredo Nascimento (PR), da primeira-dama Nejmi Aziz e do senador Eduardo Braga (PMDB), que chegou minutos depois do ato. Estavam presentes os deputados estaduais Josué Neto (PSD) e Sinésio Campos, e o deputado federal Átila Lins (PSD). O vice-prefeito Hissa Abraão (PPS) assistiu ao jogo no camarote do governador.

Consultoria apontará caminhos

Para apontar os caminhos para um melhor aproveitamento da arena, foi contratada a empresa Ernest & Young, uma consultoria internacional especializada no ramo. A empresa ficará responsável por indicar o melhor modelo de exploração, por exemplo, em repassar ou não a gestão (exploração financeira e manutenção).

A Ernst & Young também deverá apontar o custo mensal de manutenção do local – hoje, estimado em R$ 500 mil. De acordo com o departamento de comunicação da UGP-Copa, os estudos de viabilidade deverão iniciar em março. O “operador” da arena vai decidir o método de escolha dos pontos de vendas de alimentos e bebidas. Após a extinção da UGP-Copa, a responsabilidade integral pela Arena Amazônia será da Fundação Vila Olímpica (FVO).

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