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Por: André | 30 Janeiro 2014

Juan Orlando Hernández assumiu o cargo de presidente de Honduras, o segundo do Partido Nacional (PN), de direita, após a destituição de Manuel Zelaya, em 2009, que, por sua vez, não participou da posse e encabeçou um protesto do Partido Livre, segunda maior força legislativa, por considerar a eleição do novo governo, em novembro, fraudulenta. Depois de ser juramentado no Estádio Nacional, Hernández anunciou que acabou a festa para o crime, e anunciou sua primeira disposição: que entrem em ação a Polícia Militar de Ordem Pública (PMPO) e as Tropas de Inteligência e Grupos de Resposta Especial de Segurança (Tigres). Enfatizou o fato de que seu governo trabalhará em parceria com o governo dos Estados Unidos e com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, presente na posse junto com outros cinco presidentes, para enfrentar a insegurança em Honduras, o país sem guerra mais violento do mundo, segundo indicações das Nações Unidas (86,5 assassinatos sobre cada 100 mil habitantes).

A reportagem está publicada no jornal argentino Página/12, 28-01-2014. A tradução é de André Langer.

“Prometo ser fiel à República, sua Constituição e às leis”, disse Hernández, eleito para substituir Porfirio Lobo, ambos integrantes do PN. O presidente reconheceu que Honduras vive um dos momentos mais difíceis em termos de segurança, onde 80% da droga que vai para os Estados Unidos passa pelo país, “deixando-nos um saldo de morte, dor e luto”. Em seu discurso de posse revelou que 70 de cada 100 homicídios estão relacionados ao problema do narcotráfico. Também disse que colocará nas ruas a recém criada Polícia Militar e a Polícia Nacional para uma operação de combate ao crime, que cobra a vida de 20 pessoas por dia no país.

A ordem do governante hondurenho foi cumprida imediatamente por centenas de militares e policiais que saíram às ruas fazer patrulhas. “Vou fazer o que tiver que ser feito para recuperar a paz e a tranquilidade dentro da lei”, disse no começo do seu discurso oficial. “Pessoalmente, tenho claro, muito claro, que qualquer política que Honduras implantar para combater a insegurança deve ter como eixo fundamental o combate às drogas, ao narcotráfico, ao crime organizado, à lavagem de ativos e em consequência, tolerância zero, assim como podem ouvir, tolerância zero e ponto final”, recalcou.

Em uma mensagem que durou cerca de uma hora, prometeu que nos próximos meses se reduzirão os homicídios e os atos de violência. Para encarar essa luta contra o crime e a delinquência, Hernández adiantou que solicitará a assessoria da União Europeia, dos Estados Unidos e de outros países amigos com vistas a poder articular uma política integral de segurança.

Não participou do ato oficial a bancada do partido Liberdade e Refundação (Livre-esquerda), segunda maior força parlamentar, e a maior da oposição, liderada pelo derrocado ex-presidente Manuel Zelaya, que alega que Hernández os ofendeu ao vincular alguns membros dessa organização com a delinquência. O juramento do novo presidente coincidiu com um protesto paralelo organizado pelo Livre e pela Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) em outro ponto da cidade. Ambas as organizações denunciaram que nas eleições de 24 de novembro houve fraude eleitoral contra a ex-candidata presidencial Xiomara Castro, esposa de Zelaya. Centenas de hondurenhos liderados pelo ex-presidente protestaram pacificamente em Tegucigalpa contra a posse de Hernández.

“Aí no Estádio (Nacional) montou-se uma nova escravidão em Honduras, uma escravidão que nós não podemos aceitar, porque não vamos deixar que nos imponham um governo que reprime a liberdade de expressão”, disse Zelaya na marcha.

Em 11 de janeiro, Hernández havia dito no Parlamento que alguns dirigentes do Livre, sem identificá-los, protegem criminosos. “Restam muito poucos amigos aos extorsionistas, aos ‘mareros’ (bandidos), ao pessoal do crime organizado. Dentro desses poucos amigos há alguns dirigentes do partido Livre que os apóiam”, sustentou na época.

Zelaya indicou, além disso, que os deputados do Livre exigirão que se respeite a voz do povo no Congresso Nacional, composto por 128 parlamentares de sete partidos.

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