No Dia Nacional do Cerrado, a Cidade de Goiás recebe “O Grito e a resistência no Cerrado”

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11 Setembro 2014

Ao longo dessa quinta-feira (11), Goiás acolherá pessoas de vários municípios do estado, que poderão acompanhar e participar de várias culturais. Além disso, haverá reflexões e debates sobre o Cerrado e a PEC 504/2010.

A informação é divulgada pela Comissão Pastoral da Terra - CPT, 10-09-2014.

No Dia Nacional do Cerrado, comemorado amanhã (11/09), a Cidade de Goiás, distante 148 quilômetros de Goiânia (GO), receberá pela terceira vez o evento “O Grito e a resistência no Cerrado: saberes e fazeres dos povos deste chão – Agricultura Familiar”. O encontro acontece na Travessa da Catedral, no Centro, das 08 horas às 17h.

O evento terá várias atividades ao longo do dia, tais como: apresentações culturais, exposição fotográfica, presença de benzedeiras e fiandeiras, raizeiros, roda de violeiros, farmácia de plantas medicinais, teatro, reflexões e debates sobre a PEC 504/2010, distribuição de sementes e mudas, e oficinas de formação. Várias comunidades e grupos do estado, rurais e urbanos, já confirmaram presença no Grito e a resistência do Cerrado.

Neste terceiro encontro “O Grito e a resistência no Cerrado: saberes e fazeres dos povos deste chão – Agricultura Familiar”, que acontece durante o Ano Internacional da Agricultura Familiar, busca-se contribuir com a discussão e reflexão sobre a importância destes sujeitos para o campo brasileiro e, especificamente, para o Cerrado. “Estes trabalhadores têm produzido os alimentos quem servem nossa mesa e, ao mesmo tempo, contribuído com a preservação da natureza”, destaca a organização do encontro.

O evento é realizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) – Regional Goiás; Diocese de Goiás (Pastoral da Saúde e Pastoral da Terra); Casa Agricultura Familiar – Dom Tomás Balduino; Cáritas Diocesana de Goiás; Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Goiás e Região; Núcleo de Agroecologia e Educação no Campo; Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Campus Goiás.

PEC 504/2010 – Cerrado e Caatinga: Patrimônio Nacional Já!

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reconhece o Cerrado como Patrimônio Nacional surgiu como PEC 115/95, apresentada pelo então deputado federal Pedro Wilson (PT-GO). Já no ano de 2010, houve a inclusão da Caatinga na proposta, com isso a PEC que contempla os dois biomas passou para PEC 504/2010. Durante esse período, várias iniciativas populares em prol da aprovação da proposta foram realizadas: coleta de assinaturas, atividades e manifestações na Câmara dos Deputados, entre outras.

O Senado aprovou o texto da PEC 504/2010, publicado no Diário da Câmara dos Deputados de 04 de Agosto de 2010.  A proposta também foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Agora falta a Câmara priorizar a votação da PEC e aprová-la.

Organizações têm somado forças na defesa do Cerrado e dos povos do Cerrado. No que diz respeito às articulações no estado de Goiás, a CPT e parcerias (Rede Grita Cerrado) atuam no fortalecimento e reestruturação dos Conselhos Municipais do Meio Ambiente para que as comunidades e grupos locais, rurais e urbanos, se apropriem e assumam a defesa do Cerrado.

A coordenadora nacional da CPT, Isolete Wichinieski, ressalta que o Cerrado brasileiro é considerado a área de savana mais rica do mundo, do ponto de vista da biodiversidade, “pois é onde se encontram um terço da biota brasileira, que representa 5% da fauna mundial, e possui uma diversidade de tipologias vegetais presentes em quatorze fitofisionomias e ecossistemas distintos”.

Presente em 13 estados e no Distrito Federal, entretanto, toda essa riqueza natural do Cerrado não tem sido poupada. “A produção agrícola das grandes monoculturas, altamente mecanizada e com uso intensivo de agrotóxicos, pressiona de forma mais direta a biodiversidade, por meio da destruição de espécies e uso indiscriminado do solo”, aponta Isolete, que afirma ainda que “conservar esse bioma (Cerrado) é garantir a manutenção das espécies que nele habitam e a sua existência para as gerações atuais e futuras”.

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