31ª Congregação Geral dos jesuítas: o concílio que elegeu o Pe. Arrupe

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30 Mai 2014

A 31ª Congregação Geral foi convocada para eleger um sucessor do Pe. Janssens. Ela também aconteceu durante uma encruzilhada decisiva da história da Igreja moderna, o Vaticano II.

A nota é pubicada por Jesuit Restoration 1814, 22-05-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Concílio Vaticano II aconteceu ao longo de 4 sessões (os outonos italianos de 1962 a 1965). A 31ª Congregação Geral foi aberta em maio de 1965, entre a terceira e quarta sessão do Concílio Vaticano II. Por isso, estava sendo convocada não só para eleger um novo superior (Arrupe), mas também para responder às ocorrências importantes do Concílio Vaticano II. Devido a isso, a própria Congregação deu o passo sem precedentes de ocorrer ao longo de duas sessões, a primeira de 7 de maio a 15 de julho de 1965, e a segunda de 7 de setembro a 17 de novembro de 1966.

Pe. Maurice Giuliani, da França, exortou os delegados a elegerem um homem como superior que estivesse aberto para o bem universal da Igreja. Assim, Arrupe, aos 58 anos, foi devidamente eleito.

Após a eleição, as tarefas da congregação foram dirigidas por duas influências dominantes - o Concílio e o Papa Paulo VI. O Concílio tinha emitido um decreto sobre a renovação da vida religiosa, Perfectae caritatis, sem dar indicações muito específicas, devido à grande variedade de vida religiosa. Todavia, dois princípios claros ficaram evidentes: que as congregações religiosas se aproximassem do espírito original de seus fundadores e, em segundo lugar, às necessidades do mundo moderno.

Para a Companhia de Jesus parecia ser a redescoberta da sua essência apostólica, alimentada pela experiência dos Exercícios Espirituais. Paulo VI disse memoravelmente aos delegados na conclusão da Congregação: "Chegou a hora, meus queridos filhos, ide em frente com fé e ardor; Cristo vos escolhe, a Igreja vos envia, o papa vos abençoa".

As mudanças significativas do Concílio Vaticano II no entanto levariam um longo tempo para se adequarem. Os anos imediatos após a 31ª Congregação Geral foram tempos de grande mudança. A experimentação na vida religiosa e o êxodo dos religiosos foram significativos, incluindo na Companhia.

Devido a essa turbulência, o Pe. Arrupe sentiu que era necessário convocar a 32ª Congregação Geral apenas cinco anos mais tarde. De maneira significativa, as intuições do Concílio e a experiência das Congregações mudaram e reformularam drasticamente a formação dos jovens jesuítas. Estudos publicados sobre a Espiritualidade Inaciana deixaram de ser de um caráter jurídico, muitas vezes sobre as Constituições, para trabalhos que exploravam as ênfases espirituais, atitudes e aspirações de Santo Inácio. Houve uma mudança do Inácio do passado para o Inácio de hoje.

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