Francisco indica pouca preocupação sobre uso de preservativo na luta conta a Aids

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03 Dezembro 2015

O papa descartou uma pergunta sobre se o preservativo masculino pode ser condenado no combate contra a Aids dizendo que existem problemas mais importantes que o mundo tem de enfrentar, como a desnutrição, a exploração do meio ambiente e a falta de água potável.

A reportagem foi publicada por The Guardian, 30-11-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Perguntaram-lhe sobre a postura da Igreja relativa ao uso de preservativos durante a viagem de volta a Roma após a visita feita ao continente africano, onde ele visitou o Quênia, Uganda e a República Centro-Africana. A África em geral – e o Quênia e Uganda em particular – tem sofrido com uma epidemia de Aids, e a Igreja Católica vem enfrentando as críticas de que a sua postura sobre o tema contribui para o problema.

O antecessor de Francisco, o Papa Bento XVI, não ficou bem visto entre os profissionais de saúde, ativistas LGBTs e nas Nações Unidas por ter dito, durante uma visita à África, que o preservativo não era a resposta para combate do HIV e que, na verdade, ele poderia piorar ainda mais a situação.

Francisco fez poucas referências à Aids em seus discursos nesta semana que se passou. Ele visitou, no entanto, crianças infectadas com o vírus num hospital de Uganda e beijou cada uma delas, escutou o testemunho comovente de uma menina nascida com o vírus e agradeceu aos agentes de saúde católicos pelo cuidado que têm prestado às pessoas infectadas.

Um Francisco claramente irritado criticou a pergunta a ele direcionada durante a coletiva de imprensa a bordo do voo a respeito de se a Igreja deveria mudar a sua postura com relação ao preservativo para limitar a difusão do HIV. Ele disse que ela se parece “muito redutiva e parcial”, quando existem problemas maiores a serem encarados pela humanidade.

“Não gostaria de descer às reflexões casuísticas, quando as pessoas morrem por falta de água e de fome, de casa”, disse.

Francisco disse que quando estes problemas forem resolvidos, questões como os preservativos ou a Aids poderão ser abordados.

Francisco já havia anteriormente sinalizado não querer se intrometer em assuntos travados nas guerras culturais em torno do emprego de métodos anticoncepcionais ou do aborto, e a sua resposta nesta segunda-feira foi bastante coerente nesse sentido.

O religioso ficou eufórico, no entanto, a respeito de sua viagem à África, dizendo que ficou constantemente surpreso com o continente e com a capacidade de o seu povo em encontrar alegria com tão pouco.

Ele denunciou a forma como a África vem sendo explorada pelas potências estrangeiras, citando o comércio escravocrata e aqueles que “somente olham para as riquezas da África”.

“A África é um mártir. É um mártir da exploração ao longo da história”, completou. “Eu amo a África por isso”.

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