Bergoglio: muito cuidado com a admissão aos seminários

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Por: André | 23 Novembro 2015

Muito cuidado com a admissão aos seminários, porque pode haver candidatos ao sacerdócio com carências psicológicas. A afirmação é do Papa Francisco e foi feita durante a audiência com os participantes do congresso promovido pela Congregação para o Clero, por ocasião dos 50 anos dos Decretos conciliares Optatam Totius e Presbyterorum Ordinis (que aconteceu na Universidade Urbaniana entre os dias 19 e 20 de novembro).

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada por Vatican Insider, 20-11-2105. A tradução é de André Langer.

Francisco contou um episódio de quando era mestre de noviços na Companhia de Jesus. Um rapaz “bom” não passou no exame da psiquiatra, que comentou com Bergoglio: “Estes rapazes vão bem enquanto não se estabelecerem, enquanto não se sentem plenamente seguros. Depois começam os problemas. Padre – disse aquela médica, de acordo com o que indicaram os padres que participaram do encontro com o Papa –, já se perguntou por que existem tantos policiais torturadores?” Francisco disse que não confiava quando um jovem “é muito seguro, rígido, fundamentalista”. Por isso, convidou para ter os “olhos abertos” na hora de fazer as admissões aos seminários. “Há rapazes que estão psiquicamente doentes e buscam estruturas fortes que os defendam”, como “a polícia, o exército e o clero”.

Em seu discurso, o Papa recomendou a reforma feita por Bento XVI, que encomendou à Congregação para o Clero, agora sob a direção do cardeal Beniamino Stella, a competência sobre os seminários, para que o dicastério “comece a se ocupar da vida e do ministério dos presbíteros desde o momento em que entram no seminário, trabalhando para que as vocações sejam promovidas e cuidadas, e desemboquem na vida de santos sacerdotes. O caminho de santidade de um padre começa no seminário”.

O padre, disse o Papa, é um homem que nasce “em um certo contexto humano”; ali “aprende os primeiros valores, absorve a espiritualidade do povo, habitua-se às relações. Também os padres têm uma história, não são ‘cogumelos’ que brotam improvisamente na Catedral no dia da ordenação. É importante que os formadores e os próprios padres se lembrem disso e saibam levar em consideração tal história pessoal ao longo do caminho da formação”. Esta deve ser “personalizada”.

Um bom padre “é, antes de mais nada, um homem com sua própria humanidade, que conhece a própria história, com suas riquezas e suas feridas, e que aprendeu a estar em paz com ela, alcançando a serenidade de fundo, própria de um discípulo do Senhor. A formação humana é, pois, uma necessidade para os padres, para que aprendam a não se deixar dominar por seus limites, mas antes saibam fazer frutificar seus talentos. Um padre que seja um homem em paz saberá difundir serenidade ao seu redor, até mesmo nos momentos mais difíceis, transmitindo a beleza do encontro com o Senhor. Não é normal que um padre seja frequentemente triste, nervoso ou duro de caráter; não está bem e não faz bem, nem ao padre, nem a seu povo”.

Saber recordar que se é “constituído pelo povo” “ajuda os padres a não pensar em si, a ser autorizados e não autoritários, firmes, mas não duros, alegres, mas não superficiais, isto é, pastores e não funcionários. O Povo de Deus e a humanidade inteira são destinatários da missão dos padres, para a qual tende todo o trabalho da formação”. O padre, segundo Bergoglio, “sempre está ‘no meio de outros homens’, não é um profissional da pastoral ou da evangelização, que chega a fazer o que deve (talvez bem, mas como se fosse um ofício), e depois vai viver uma vida separada. A pessoa se torna padre para estar no meio das pessoas. O bem que os padres podem fazer nasce, sobretudo, da sua proximidade e de um terno amor pelas pessoas. Não são filantropos ou funcionários, mas pais e irmãos. Proximidade, vísceras de misericórdia, olhar amoroso: com este testemunho de vida podemos evangelizar, fazer experimentar a beleza de uma vida vivida segundo o Evangelho e o amor de Deus, que também se concretiza mediante seus ministros”.

E o Papa também se dirigiu aos bispos. “Proximidade e residência: o decreto de residência ainda está em vigor; se não queres permanecer na diocese, renuncia”, disse referindo-se aos bispos que, devido às múltiplas viagens, não estão presentes na vida dos padres (“Quantas vezes ouvimos as queixas dos padres”). Dirigindo-se aos bispos, Francisco acrescentou: “Se recebes um telefonema e nesse momento estás impossibilitado de atendê-lo, pelo menos tira o telefone do gancho e diz isso à pessoa”.

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