Professores iniciam construção de jogo sobre o Parque Indígena do Xingu e o seu entorno

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06 Novembro 2015

Já pensou em aprender sobre preservação ambiental, geografia, história, economia e muito mais, jogando? Esse é um dos propósitos do Grupo Referência em Educação, coordenado pelo ISA e que engloba professores de escolas de cinco municípios das cabeceiras do Xingu, no Mato Grosso. Jogos educativos foi o tema do segundo encontro do grupo, nos dias 02 e 03 de outubro, que aconteceu na escola municipal Nova Era, em Canarana-MT. Participaram 36 professores de várias disciplinas.

A reportagem é de Rafael Govari, publicada por Sementes do Xingu, 14-10-2015. 

O encontro contou com a participação de Nurit Bensusan, que trabalha como assessora de políticas públicas do ISA (Instituto Socioambiental) em Brasília-DF e possui uma oficina de criação de jogos com temas biológicos. Ela explica a importância dos jogos no ensino: “O jogo, principalmente para as crianças, é mais lúdico, mais interessante. É uma atividade muito bacana, para além do próprio conteúdo. A criança aprende a competir de uma forma mais razoável, ganhar sem tripudiar, perder sem se desesperar, que é um aprendizado importante para a vida. Então, o jogo junta o aprendizado do conteúdo com esse outro aprendizado, que é o da vida mesmo”, falou.

Nurit mostrou para os professores que é fácil criar jogos, com simplicidade e até na base do improviso: “Como a gente está fazendo ali, desenha com giz um tabuleiro no chão, você produz cartas, isso é bem interessante. Então, essa é a proposta, mostrar as possibilidades para essa equipe de professores”, colocou.

O Grupo Referência em Educação trabalha principalmente com temas socioambientais. A partir desse último encontro, iniciou-se a criação de um jogo que envolve informações do Parque Indígena do Xingu, com foco nos temas socioambientais, mas também englobando outros assuntos, como cultura, geografia e história dos municípios que ficam no entorno. “Usar algumas dessas dinâmicas de jogos que a gente viu aqui para ter ideias de como poderia ser um jogo… Pensamos em um tabuleiro onde os jogadores circulam pelos municípios do entorno e outra parte onde circulam pelo Parque”, falou Nurit. Em um novo encontro, provavelmente em março do ano que vem, o jogo deverá ser apresentado para o público e começará a ser utilizado nas escolas.

Conforme uma das coordenadoras do grupo, Cristina Velásquez, do ISA (Instituto Socioambiental), o trabalho nas escolas é fundamental para a missão do ISA, que na região tem como um dos focos a percepção das inter-relações que formam o território, dentre elas a percepção da água como um bem comum essencial às atividades econômicas, políticas e ambientais, que pode ser alcançado através do entendimento da sociobiodiversidade do território. “Esse grupo congrega professores que já desenvolvem iniciativas inovadoras há vários anos e tem o objetivo de se reunir e estudar temas com o objetivo de enxergar um território uno, que se compreendidos, permite ter uma forma de vida melhor”, falou.

Além do aprendizado na construção de jogos, durante o encontro foi anunciado o apoio financeiro a 14 projetos de escolas diferentes, que receberão auxílio para continuar a desenvolver inciativas que já são trabalhadas pelos professores. “É um complemento para que eles continuem tendo condições de realizar essas atividades. Nós temos projetos na área da comunicação, implantação de espaços de pesquisas fora de sala de aula como laboratórios agroflorestais, restauração de áreas degradadas…”, relatou Cristina. Em cada encontro, que é realizado em escolas diferentes, os professores aprendem sobre o projeto desenvolvido por aquela escola. O próximo encontro acontecerá no próximo dia 28 de novembro em outra escola de Canarana.

A escola Nova Era, por exemplo, desenvolve um projeto de agrofloresta. Quem comenta sobre o trabalho é a diretora Maria José dos Santos Cereta e a professora Lisonete Fernandes da Costa. A agrofloresta foi implantada em 2009 e com a criação do Grupo de Referência, um novo projeto foi criado para revitalizar o espaço. “Para ter mais utilidade para as crianças. Elas adoram brincar lá embaixo. Os professores as levam para poder trabalhar lá, que é fresquinho. Então resolvemos revitalizar, replantar, fazer emplacamento e construir uns bancos para aproveitar melhor o espaço. É o nosso pedacinho intocável”, disse. Lisonete explica como os professores trabalham com o espaço verde. “Quando você fica só em sala de aula, fica muito limitado… No Dia da Árvore o que a gente pode trabalhar como nosso cantinho verde? Por exemplo, pode fazer uma redação e porque não ir com as crianças vivenciar o momento? E ali fluem mais ideias para as crianças, fica mais real para elas desenvolverem essa atividade, além de ser mais prazeroso, com certeza”, falou a professora.

Saiba mais sobre o Grupo de Referência em Educação clicando aqui.

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